A reunião da CPI Mista do INSS, registrada às 2h54 (horário de Brasília), foi palco de empurra-empurra e gritos depois que senadores e deputados aprovaram em bloco mais de 80 requerimentos, entre eles o que determina a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.
O conflito começou ainda na reunião preparatória. A oposição, liderada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), insistia em votar cada pedido separadamente para que, segundo ele, “a sociedade saiba o que representa cada um desses requerimentos”. Já os governistas defendiam a votação em conjunto e acusavam a condução da comissão de favorecer a oposição. Para o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), a estratégia poderia resultar em “investigação seletiva”.
Parlamentares da base também reclamaram da ausência na pauta de pedidos para ouvir personagens considerados-chave, como o empresário Fabiano Zettel, o presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.
Quebra de sigilo aprovada
Com a vitória da votação em bloco, foi autorizada a quebra de sigilo de Lulinha. O nome do empresário apareceu em conversas que apontariam o recebimento de R$ 300 mil. O anúncio do resultado gerou novo tumulto; houve empurrões e um deputado chegou a cair no chão. O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a medida serve apenas para analisar documentos: “É quebra de sigilo, não convocação”.
Depoimentos e adiamentos
Na segunda parte da sessão, os membros da CPI ouviram Paulo Camisotti, filho de Maurício Camisotti, investigado desde o início por descontos não autorizados. Paulo compareceu amparado por habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal.
Outras duas oitivas previstas foram canceladas. O deputado estadual Edson Cunha também obteve habeas corpus e não compareceu, enquanto o empresário Cecílio Galvão alegou compromissos pessoais. Carlos Viana declarou que a comissão insistirá nesses depoimentos, inclusive por condução coercitiva, se necessário.
Fonte: Agência Brasil
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