Aracaju – O controle rigoroso do diabetes aliado a visitas frequentes ao oftalmologista é decisivo para evitar a retinopatia diabética, principal causa de cegueira em adultos, alerta o presidente da Sociedade Sergipana de Oftalmologia (SSO), Dr. Allan Luz.
Risco silencioso
Dados do Atlas de Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF) indicam que 589 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos convivem com a doença no planeta. O Brasil está entre os dez países com mais casos e pode ultrapassar 24 milhões de diabéticos nas próximas décadas.
Segundo Dr. Allan Luz, o aumento das estatísticas reflete diretamente no número de pacientes com complicações oculares. “Mesmo com glicemia controlada, o risco cresce com o passar dos anos. O acompanhamento deve começar logo após o diagnóstico”, ressalta.
Como a doença afeta a visão
O diabetes descontrolado fragiliza os vasos sanguíneos da retina, provocando micro-hemorragias, edemas e, em situações graves, descolamento da retina. Nos estágios iniciais, o problema evolui sem dor. Quando surgem os sintomas, o mais comum é embaçamento da visão central, que pode evoluir para perda parcial ou total da visão.
Exames como retinografia e tomografia de coerência óptica detectam precocemente essas alterações. Pacientes diabéticos devem consultar o especialista a cada quatro a seis meses, enquanto quem não tem a doença deve ser avaliado ao menos uma vez por ano.
Tratamentos disponíveis
Embora não exista cura, a retinopatia pode ter a progressão interrompida. Entre as opções estão aplicações intraoculares, laser e procedimentos cirúrgicos para conter a formação de neovasos — estruturas frágeis que podem romper e causar sangramentos. “O laser e as medicações reduzem o edema e preservam a retina”, explica o oftalmologista.
Prevenção em primeiro lugar
A melhor estratégia continua sendo prevenir o diabetes e manter a glicemia sob vigilância. O acompanhamento oftalmológico faz parte do tratamento global da doença: avalia pressão intraocular, fundo de olho e identifica alterações ainda assintomáticas.
Trajetória do especialista
Formado pela Universidade Federal de Sergipe, Dr. Allan Luz é especialista em transplante de córnea, ceratocone e cirurgia refrativa. Com doutorado pela Unifesp, ele preside a SSO e coordena o curso de especialização do Hospital de Olhos de Sergipe.
Para quem recebeu o diagnóstico de diabetes, o recado é claro: estilo de vida saudável, controle glicêmico e consultas frequentes são fundamentais para manter a visão.
O Ministério da Saúde reúne orientações detalhadas sobre prevenção e tratamento do diabetes.
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Com informações de FaxAju
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