O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reúne-se nesta quarta-feira, 10 de dezembro, e a expectativa predominante no mercado financeiro é de manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, nível mais elevado em quase duas décadas. Caso o cenário se confirme, será a quarta decisão consecutiva sem alteração dos juros básicos. O resultado do encontro será divulgado após as 18h.
Evolução recente da política monetária
Desde março, o Copom mantém a Selic no patamar de 15%. A estabilidade ocorre em meio a um ciclo iniciado em 2023 que levou a taxa ao maior nível desde 2006, com o objetivo de conter pressões inflacionárias que afetam principalmente as famílias de menor renda.
Metas de inflação e projeções
O Banco Central trabalha com meta contínua de inflação de 3%, considerada cumprida quando o índice oficial fica entre 1,5% e 4,5%. Depois de seis meses consecutivos acima desse intervalo, em junho a autoridade monetária divulgou carta pública explicando o desvio. As projeções coletadas no boletim Focus apontam inflação de 4,40% em 2025, 4,16% em 2026, 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028, todas acima do centro da meta.
Sinalizações do mercado para 2026
Economistas ouvidos pelo mercado já descartam o início do ciclo de cortes em janeiro. A maioria das instituições aposta que o primeiro ajuste ocorrerá em março, com redução de 0,50 ponto, levando a Selic a 14,5% ao ano.
Análises de grandes instituições
Itaú Unibanco prevê que o Copom mantenha a taxa inalterada hoje e only comece a reduzi-la em janeiro de 2026, com corte de 0,25 ponto. Para o banco, o comunicado deve reforçar a necessidade de “paciência e serenidade”.
Blue3 Investimentos avalia que a autoridade monetária reconhece a desaceleração da atividade econômica e o recuo da inflação, mas segue preocupada com o risco fiscal. O tom esperado é de juros elevados por mais tempo.
C6 Bank também projeta manutenção da Selic e destaca que as expectativas inflacionárias continuam acima da meta, além da resiliência do mercado de trabalho. O banco aposta em início de cortes em março, com a taxa encerrando 2026 em 13% ao ano.
Justificativa da autoridade monetária
Na ata anterior, divulgada em 11 de novembro, o Copom informou que o “hiato do produto” permanece positivo — indicando atividade econômica acima do potencial sem gerar pressão adicional de preços — e reforçou que o ritmo menor de crescimento faz parte da estratégia para conter a inflação.
A decisão desta quarta-feira será acompanhada de comunicado que pode trazer pistas sobre o calendário de cortes a partir de 2026, dependendo da evolução de dados de inflação, atividade e expectativas.
Para conhecer em detalhes o sistema de metas de inflação adotado pelo Brasil, visite a página oficial do Banco Central.
Se você se interessa por temas de política econômica, confira também a cobertura completa em nossa seção de Política e acompanhe as próximas decisões que impactam o bolso do brasileiro.
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Com informações de G1
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