Os Correios registraram 13 trimestres consecutivos no vermelho e já somam R$ 6 bilhões de prejuízo no acumulado de 2025, segundo balanço divulgado na sexta-feira (28). Projeções internas apontam que, se nenhuma medida for adotada, as perdas podem alcançar R$ 10 bilhões em 2025 e subir para R$ 23 bilhões em 2026.
Auditoria do TCU identifica falhas contábeis
Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) revela que a estatal deixou de reconhecer cerca de R$ 1 bilhão em decisões judiciais desfavoráveis no balanço de 2023, agravando o quadro econômico-financeiro.
Fatores que pressionam as contas
Para o economista Armando Castelar, da Fundação Getulio Vargas (FGV), a queda na demanda por serviços tradicionais, como o envio de cartas, e a frequente influência política nas indicações de cargos estratégicos contribuem para o déficit. O ex-conselheiro Marcus Pestana avalia que a situação é “crônica e sem saída” caso a estatal continue recorrendo a empréstimos para cobrir passivos de curto prazo.
Governo descarta privatização
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse à GloboNews que não há discussão dentro do governo sobre vender os Correios. Ele destacou que a prestação universal do serviço postal é estratégica e informou ter solicitado à empresa um plano detalhado de recuperação financeira.
Plano de reestruturação
A gestão que assumiu em setembro aprovou um programa baseado em três frentes: recuperação financeira, consolidação do modelo de negócios e crescimento estratégico. Entre as ações previstas estão:
- Programa de demissão voluntária (PDV);
- Reestruturação da rede de atendimento;
- Venda de ativos e imóveis;
- Contratação de empréstimo, prevista para ser concluída até o fim deste mês.
O Ministério da Fazenda reforçou que acompanhará de perto a execução dessas medidas para evitar nova deterioração das contas públicas.
Com informações de G1
Relatórios disponíveis no portal do Tribunal de Contas da União (TCU) apresentam detalhes sobre o acompanhamento contábil de estatais federais.
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