A saída de aliados próximos ao vice-prefeito Ricardo Marques (Cidadania) da administração municipal, após exonerações assinadas pela prefeita Emília Corrêa (PL), evidenciou um racha na principal frente oposicionista de Aracaju e colocou em dúvida a unidade do bloco para as eleições de 2026.
Desligamentos aumentam tensão
Na segunda-feira passada, servidores considerados peças-chave no grupo político de Ricardo Marques foram dispensados de suas funções. As demissões ocorreram poucos meses depois de o próprio vice-prefeito ter deixado, em outubro de 2025, o comando da Secretaria Municipal de Comunicação, em decisão anunciada como “consensual” com Emília Corrêa.
À época, a esposa de Ricardo, Cecília Marques — presidente municipal do Cidadania — afirmou que as exonerações não passavam de um ajuste administrativo. A declaração, porém, não conteve especulações sobre desgaste entre a prefeita e o vice.
Aliança selada em 2024 perde força
Emília e Ricardo formaram chapa em 2024 para fortalecer a oposição em Aracaju. Contudo, as recentes movimentações sugerem disputa por espaço na máquina pública e divergências sobre estratégias eleitorais. Caso o grupo de Ricardo se sinta isolado, aliados avaliam três caminhos: rompimento definitivo, lançamento de candidatura própria ou negociação com outros blocos políticos.
Reações públicas
Em entrevista, Emília Corrêa afirmou que a escolha de Ricardo para a vice “partiu dela”, mas reconheceu que o relacionamento “está complicado”. O vice-prefeito respondeu dizendo que seu compromisso “é com Aracaju” e classificou mudanças internas como parte da “dinâmica política”.
Desdobramentos no cenário estadual
O governador Fábio Mitidieri (PSD) negou convite a Cecília Marques para chefiar a Secretaria de Políticas para as Mulheres, reforçando que a pasta segue sob comando de Danielle Garcia. Mitidieri ainda comemorou dados do Caged de setembro, que apontam mais trabalhadores com carteira assinada que famílias no Bolsa Família em Sergipe.
Próximos passos
Com a fragmentação oposicionista exposta, lideranças já cogitam buscar mediação interna para evitar prejuízos eleitorais. A forma como Emília e Ricardo administrarão o impasse até 2026 pode definir o peso da oposição no pleito estadual.
Com informações de FaxAju
Em levantamento sobre o perfil socioeconômico de Aracaju, o IBGE mostra indicadores que ajudam a entender o impacto político de mudanças administrativas na capital sergipana.
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As movimentações entre a prefeita Emília Corrêa e o vice Ricardo Marques seguem em pauta e podem redefinir alianças rumo a 2026. Fique atualizado e acompanhe nossas próximas matérias.
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