Violeiros dos bairros rurais Batalheira, Arealzinho e Cerro, em Angatuba (SP), seguem se encontrando para travar disputas de rimas conhecidas como “desafio caipira”, preservando o cururu, manifestação típica do interior paulista.
Entre os cururueiros, José Orlando, o “Joinha”, começou a cantar aos dez anos em uma rádio local e desde então carrega a tradição, obedecendo às regras do repente e valorizando as rimas improvisadas. No palco improvisado, ele se coloca frente a frente com outros cantadores, criando versos na hora sobre temas do cotidiano, críticas sociais e até assuntos políticos, sempre embalados pelo som da viola.
O repertório é conduzido também pelos experientes Jair Aureliano e Mingo Sardela. Já Gustavo Miranda, de Porto Feliz (SP), representa a nova geração: começou a compor aos 12 anos, inicialmente escondido da família, e hoje busca seguir os passos dos parentes para manter viva a cultura do cururu.
Pesquisadores apontam que a origem do cururu remonta a influências indígenas, africanas e às cantigas entoadas por padres jesuítas. A tradição, exibida em reportagem veiculada em 05/10/2025, continua passando de geração em geração, garantindo que as violas e as rimas sigam ecoando pelo interior paulista.
Para saber mais sobre manifestações culturais reconhecidas como patrimônio imaterial, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) disponibiliza estudos e dossiês sobre o tema.
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Com informações de G1
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