Brasília – As trocas comerciais entre Brasil e Estados Unidos fecharam agosto com déficit de US$ 1,23 bilhão para o lado brasileiro, informou nesta quinta-feira (4) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Trata-se do oitavo resultado negativo consecutivo e do pior saldo mensal deste ano.
Exportações em queda, importações em alta
As vendas brasileiras para o mercado norte-americano somaram US$ 2,76 bilhões no mês, recuo de 18,5% em relação a agosto de 2024. No sentido oposto, as importações de produtos dos EUA aumentaram 4,6%, alcançando US$ 3,99 bilhões.
De janeiro a agosto, o déficit acumulado chegou a US$ 3,48 bilhões, alta de 370% frente aos US$ 745 milhões registrados no mesmo intervalo do ano passado. Os dados mostram ainda que o intercâmbio bilateral permanece deficitário para o Brasil desde 2009, com um saldo negativo de US$ 88,61 bilhões nesses 16 anos.
Impacto do tarifaço
O agravamento do resultado ocorre em meio à sobretaxa de 50% imposta pelo presidente Donald Trump desde 6 de agosto sobre cerca de 36% das exportações brasileiras. O governo norte-americano alegou motivos econômicos e políticos para a medida, apesar de estatísticas oficiais apontarem inexistência de déficit dos EUA em relação ao Brasil.
Para mitigar os efeitos da tarifa, o governo federal brasileiro lançou um pacote de socorro que inclui linha de crédito de R$ 30 bilhões condicionada à manutenção de empregos, seguro à exportação ampliado, diferimento de tributos, prorrogação de drawback, novo Reintegra, compras públicas de alimentos e iniciativas de diversificação de mercados.
Balança global segue superavitária
Considerando todos os parceiros, a balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 6,13 bilhões em agosto, 35,8% acima do registrado no mesmo mês de 2024. As exportações totalizaram US$ 29,86 bilhões, avanço de 8,9% na média diária, enquanto as importações atingiram US$ 23,72 bilhões, alta de 2,6%.
Mesmo com a perda de fôlego nas vendas para os EUA, houve crescimento nas exportações a outros destinos importantes: China (+29,9%), México (+43,8%) e Argentina (+40,4%). No acumulado de janeiro a agosto, o superávit global soma US$ 42,81 bilhões, queda de 20,2% frente ao mesmo período de 2024.
Dados atualizados sobre a balança comercial podem ser consultados no portal oficial do MDIC, que disponibiliza estatísticas detalhadas sobre comércio exterior.
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Resumo: As exportações brasileiras para os EUA caíram 18,5% em agosto, enquanto as importações cresceram 4,6%, resultando no maior déficit mensal do ano. Apesar disso, a balança global manteve superávit. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe esta matéria.
Com informações de g1
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