BRASÍLIA/DF – O Tesouro Nacional confirmou déficit primário de R$ 30 bilhões em fevereiro, sinalizando pressão extra sobre a trajetória fiscal já neste início de ano.
- Em resumo: Rombo de R$ 30 bi no mês reduz folga para a meta de superávit exigida em 2026.
Por que o caixa ficou no vermelho?
Mesmo com crescimento real de 5,6 % nas receitas, a fatura de gastos avançou 3,1 % e empurrou o saldo para o negativo. Programas como o Pé de Meia (Educação) e reajustes de servidores responderam por boa parte do salto nas despesas. Segundo dados do Banco Central, esse tipo de oscilação no início do ano costuma ter efeito dominó sobre o custo da dívida.
A transmissão oficial dos números foi feita pela Band, reforçando o caráter público da divulgação.
“As despesas somaram R$ 187,7 bilhões em fevereiro, enquanto a receita líquida ficou em R$ 157,8 bilhões”, destacou o Tesouro.
Meta fiscal corre risco?
No acumulado de janeiro e fevereiro ainda há superávit de R$ 56,85 bilhões, mas a marca precisa chegar a 0,25 % do PIB até dezembro — cerca de R$ 34,3 bilhões positivos. Com a margem de tolerância de 0,25 ponto, o governo até poderia fechar no zero, mas já admite possibilidade de déficit próximo a R$ 60 bilhões.
Se o quadro negativo se confirmar, será o terceiro mandato consecutivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com desempenho negativo nas contas federais. Isso pode obrigar o Executivo a segurar investimentos ou buscar novas fontes de receita para evitar descumprimento do arcabouço aprovado em 2023.
O que muda para o contribuinte?
Historicamente, déficits prolongados elevam a percepção de risco e, por tabela, os juros futuros. Isso encarece desde financiamentos habitacionais até o crédito rotativo do cartão. Economistas não descartam ajustes tributários caso a arrecadação não acompanhe o ritmo das despesas.
Recentemente analisamos como variações fiscais impactam o bolso do cidadão; confira mais detalhes na editoria de Economia.
Crédito da imagem: Divulgação
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