Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, 43 anos, apontado pela Polícia Federal (PF) como o “Sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro, foi colocado em protocolo de morte encefálica depois de tentar tirar a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais.
Mourão havia sido preso na terceira etapa da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes atribuídas ao Banco Master. Documentos do Supremo Tribunal Federal mostram que ele atuava como um braço operacional de Vorcaro, coletando dados sigilosos, vigiando e, quando necessário, ameaçando pessoas que pudessem comprometer os interesses do grupo econômico informalmente chamado de “A Turma”.
Conversas anexadas ao processo indicam que o banqueiro chegou a oferecer pagamentos de até R$ 1 milhão mensais pelos serviços ilícitos. O investigado também teria acessado, de forma indevida, sistemas da própria PF, do Ministério Público Federal, do FBI e da Interpol. Além disso, fazia a ligação entre Vorcaro e influenciadores contratados para o chamado “Projeto DV”, criado para atacar a reputação do Banco Central em meio a questionamentos sobre a liquidação extrajudicial do Banco Master.
Liquidação do Banco Master e operação policial
O Banco Central decretou, em 18 de novembro, a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, Banco Master de Investimentos S/A, Banco Letsbank S/A e da Master S/A Corretora. No mesmo dia, a PF deflagrou a primeira fase da Operação Compliance Zero. Vorcaro foi preso na véspera da ação, sendo liberado posteriormente mediante uso de tornozeleira eletrônica.
De acordo com as investigações, o Banco Master oferecia Certificados de Depósito Bancário com rentabilidade acima da praticada no mercado, assumindo riscos elevados e inflando artificialmente o balanço para mascarar problemas de liquidez. O Fundo Garantidor de Crédito iniciou, em 17 de janeiro, o ressarcimento de valores que somam R$ 40,6 bilhões a credores das instituições ligadas ao conglomerado.
Morte encefálica: o que significa
Conforme o Ministério da Saúde, a morte encefálica corresponde à perda completa e irreversível das funções do cérebro e do tronco cerebral. Nessa condição, o coração pode continuar batendo por algumas horas com auxílio de aparelhos, mas a parada cardíaca é inevitável, configurando o óbito.
O caso de Mourão passa por protocolo específico que requer avaliações médicas periódicas antes da declaração oficial de morte.
Ajuda emocional: pessoas com pensamentos suicidas podem procurar o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188, além dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) em todo o país.
O assunto repercute também em Sergipe, onde setores econômicos e autoridades acompanham os desdobramentos da Operação Compliance Zero e seus impactos no sistema financeiro nacional.
Fonte: Jovem Pan
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