No próximo dia 28 de maio, às 19h, o Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa receberá o lançamento do longa-metragem documental “FOLHA DA PRAIA – Um Pasquim Sob o Sol de Aracaju”, dirigido por Alex Nascimento. A entrada é franca, mas a capacidade é limitada a 120 pessoas.
Com 73 minutos de duração, o documentário explora a trajetória do Folha da Praia, um jornal alternativo fundado pelo jornalista Amaral Cavalcante no início da década de 1980. Esta publicação se destacou como uma das experiências mais inovadoras e emblemáticas da comunicação em Sergipe.
Mais do que apenas uma retrospectiva de uma publicação, o filme oferece uma visão abrangente da atmosfera cultural, política e comportamental de Aracaju durante os anos 1980. Esse período foi marcado pela redemocratização do Brasil, uma efervescência artística, a vida boêmia da cidade e o surgimento de novas linguagens no jornalismo, na arte e no comportamento urbano.
Estruturado em seis partes, o longa-metragem combina depoimentos, fotografias, charges, capas históricas, documentos raros e arquivos que ajudam a entender não somente o universo do Folha da Praia, mas também a própria história de Aracaju em um momento de profundas transformações culturais e sociais.
O documentário conta com a participação de jornalistas, escritores, artistas, fotógrafos e outras figuras que contribuíram, de alguma forma, para a trajetória do jornal, criando um painel abrangente de memórias sobre uma geração que impactou a cultura, a comunicação e o comportamento em Sergipe.
Inicialmente pensado como um curta-metragem contemplado pela Lei Paulo Gustavo – Tarcísio Duarte, o projeto ganhou novas dimensões ao longo do processo de pesquisa, gravação e edição, transformando-se em um longa-metragem resultante de meses de investigação e cerca de 15 horas de entrevistas.
Além de recuperar exemplares originais do jornal e materiais raros de acervo, o filme busca preservar atmosferas, sensibilidades e experiências humanas que marcaram aquela geração. Segundo o diretor Alex Nascimento, que também assina o roteiro e a produção executiva, o objetivo do filme é registrar não apenas eventos históricos, mas também o espírito crítico, debochado e libertário que caracterizou o Folha da Praia.
“O Folha da Praia extrapolava o jornalismo. Era uma experiência cultural, humana e comportamental. O documentário procura preservar essa atmosfera, essa energia e a memória de uma geração que ajudou a reinventar parte da vida cultural aracajuana. O filme também funciona como uma homenagem póstuma ao jornalista Amaral Cavalcante, fundador do jornal e figura fundamental da comunicação sergipana”, afirma Nascimento.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








