São Paulo – No último pregão de 2025, realizado nesta terça-feira (30), o dólar comercial recuou 1,47% e encerrou cotado a R$ 5,4887. Com o resultado, a moeda norte-americana acumulou desvalorização de 11,18% no ano, o pior desempenho anual em quase uma década.
O movimento foi influenciado por apostas de novos cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) em 2026, além de incertezas sobre o déficit fiscal dos Estados Unidos e a condução da economia pelo presidente Donald Trump.
Ibovespa supera 161 mil pontos
No mesmo pregão, o Ibovespa subiu 0,40%, alcançando 161.125 pontos. No acumulado de 2025, o principal índice da B3 avançou 33,95%, registrando o maior ganho anual desde 2016. Investidores apontam expectativa de redução de juros tanto nos EUA quanto no Brasil, realocação de recursos para ativos locais e avaliação de que as ações brasileiras seguem abaixo dos níveis pré-pandemia.
Indicadores do dia
• Dólar
Semanal: –0,99%
Mensal: +2,88%
Anual: –11,18%
• Ibovespa
Semanal: +0,14%
Mensal: +1,29%
Anual: +33,95%
Ata do Fed e cenário externo
A ata da última reunião do Fed mostrou que a maioria dos dirigentes apoiou o recente corte de juros para estabilizar o mercado de trabalho, embora parte do comitê ainda veja risco na trajetória da inflação. As projeções apontam apenas mais um corte em 2026, dependente de novos dados econômicos.
Nos Estados Unidos, Wall Street registrou a terceira sessão consecutiva de queda, com recuo nos setores de tecnologia e materiais. Dow Jones caiu 0,20%, S&P 500 perdeu 0,14% e Nasdaq recuou 0,24%. Na Europa, o STOXX 600 bateu novo recorde de fechamento (+0,6%), impulsionado por expectativas de estímulo fiscal. Na Ásia, os mercados fecharam mistos.
Dados brasileiros
O IBGE informou que a taxa de desemprego caiu para 5,2% em novembro, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. Já o Caged apontou criação de 85,9 mil vagas formais no mês, queda de 19,1% ante novembro de 2024.
As contas públicas seguem no radar após o governo central registrar déficit de R$ 20,2 bilhões em novembro, acima das projeções de mercado.
Para mais detalhes sobre política monetária, o Banco Central do Brasil disponibiliza análises atualizadas sobre câmbio e juros.
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O ano de 2025 termina com dólar em queda expressiva e bolsa em forte alta, encerrando um período marcado por expectativas de corte de juros e reavaliação de riscos globais.
Com informações de g1
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