Dólar – Às 8h51 (Brasília UTC-3) desta quarta-feira (18 de março), a moeda norte-americana era negociada em queda semanal de 2,17%, enquanto o mercado acompanhava a “Superquarta”, a escalada da guerra no Oriente Médio e a disparada do petróleo, que mantinha o barril Brent em US$ 104,16, alta de 0,72%, e o WTI em US$ 94,43, avanço de 1,15%.
Superquarta define rumos dos juros
No Brasil, a maior parte dos analistas projeta corte de 0,25 ponto percentual na Selic, o que levaria a taxa básica a 14,75% ao ano, primeira redução desde maio de 2024.
Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção dos juros pelo Federal Reserve.
Conflito no Oriente Médio pressiona petróleo
A guerra entre EUA, Israel e Irã já dura três semanas e mantém o Estreito de Ormuz fechado por Teerã. Para tentar reabrir a principal rota global de óleo cru, os Estados Unidos usaram bombas de penetração profunda contra sistemas antiembarcação iranianos.
Na segunda-feira (16 de março), França, Alemanha e outros parceiros da OTAN rejeitaram o pedido de Washington para enviar navios militares à região, contrariando declaração de Donald Trump sobre apoio de Paris. O ex-presidente classificou a recusa como “erro muito tolo”.
Na terça-feira (17 de março), o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, disse à CNBC que petroleiros “estão começando a passar aos poucos” pelo estreito e estimou que a guerra deve durar semanas.
A Reuters informou que o porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, teve embarques parcialmente interrompidos após um terceiro ataque em quatro dias, e que o campo de gás Shah segue suspenso, reduzindo à metade a produção do terceiro maior produtor da Opep.
Também na segunda-feira (16 de março), Israel afirmou ter matado Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, em bombardeio de precisão em Teerã; o governo iraniano não confirmou.
Impacto interno dos combustíveis
No Brasil, o reajuste do diesel anunciado pela Petrobras somado à cotação acima de US$ 100 elevou custos de transporte. Caminhoneiros ameaçam nova paralisação, enquanto o Ministério da Justiça determinou que a Polícia Federal investigue possíveis preços abusivos; Procon também monitora o setor.
Desempenho de dólar e bolsa
Até o momento, o dólar acumula alta de 1,27% em março e queda de 5,28% no ano.
O Ibovespa, que abre às 10h, registra ganho de 1,55% na semana, perda de 4,44% no mês e avanço de 11,97% em 2026.
Indicadores econômicos
O IGP-10 mostrou recuo de 0,24% em março e queda de 2,53% em 12 meses, segundo a Fundação Getulio Vargas, influenciado principalmente por menores preços no atacado.
Cenário político
Pesquisa Genial/Quaest divulgada na terça-feira (17 de março) aponta que 56% dos eleitores já definiram o voto para presidente, enquanto 43% ainda podem mudar. A decisão é mais firme entre apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, ambos acima de 60%.
Bolsas internacionais
Em Wall Street, o Dow Jones subiu 0,10%, o S&P 500 avançou 0,25% e o Nasdaq ganhou 0,47% na terça-feira (17 de março).
Na Ásia, o índice de Xangai caiu 0,9%; o CSI300 recuou 0,7%; o Nikkei perdeu 0,1%; e o Hang Seng avançou 0,1%.
Fonte: g1 / Reuters
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