Trinta dias após a crise no abastecimento de água que afetou mais de 100 mil aracajuanos no final de abril, o pré-candidato ao Senado e médico anestesiologista do SUS, Eduardo Amorim (Republicanos), expressou sua insatisfação com a ausência de esclarecimentos sobre a suposta sabotagem anunciada pela Iguá Saneamento. De acordo com Amorim, a população ainda vive os impactos da falta d’água em 74 dos 75 municípios sergipanos, sendo Capela a única cidade não atendida pela concessionária.
Durante sua análise, o pré-candidato destacou que a narrativa de sabotagem apresentada no momento crítico foi uma tentativa de desviar a responsabilidade pelos problemas de abastecimento. “Passou um mês de muita investigação, muito técnico envolvido, profissionais da Segurança Pública gabaritados, mas até o presente momento, nenhuma confirmação que houve sabotagem neste caso. O certo mesmo é que mais de 100 mil aracajuanos ficaram sem água nas torneiras por mais de cinco dias e os transtornos ninguém esquece”, enfatizou Amorim.
“Há exatamente um mês houve uma ação orquestrada para tentar diminuir a fúria da população com a Iguá, mas não conseguiram. 30 dias se passaram e nenhuma sabotagem foi detectada”, frisou Eduardo Amorim.
Amorim também apontou que a situação do abastecimento de água em Sergipe continua a ser uma grande preocupação para a população. A falta de água nas torneiras, muitas vezes sem aviso prévio, e o aumento nas contas de água agravam ainda mais a situação. Ele destacou que a sensação é de improviso em um serviço que deveria ser considerado essencial. A discrepância entre o discurso institucional da concessionária e a realidade vivida pelos sergipanos, que frequentemente recorrem a caminhões-pipa, tem se tornado uma constante.
“Nós temos acompanhado diariamente este problema do abastecimento de água na casa das pessoas, departamentos públicos e estabelecimentos comerciais. Já que houve defesa incisiva, atestando ato de sabotagem, esperávamos que os culpados fossem identificados, presos e ouvidos. O que estamos observando é que as torneiras continuam vazias e toda aquela narrativa de defesa não passou de especulação”, completou.
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