As emissões de metano no Brasil aumentaram 6% no intervalo de três anos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (27/08/2025). O levantamento, cuja metodologia não foi detalhada, aponta que o país registrou alta contínua nas liberações do gás entre 2022 e 2025.
O metano (CH4) é considerado um dos principais responsáveis pelo efeito estufa, com potencial de aquecimento global significativamente maior que o do dióxido de carbono (CO2) em períodos de 20 anos. No Brasil, grande parte dessas emissões está relacionada a atividades agropecuárias e ao manejo de resíduos sólidos urbanos.
De acordo com o estudo, o acréscimo de 6% foi verificado na soma total de emissões nacionais. Ainda conforme o relatório, o ritmo de crescimento coloca pressão adicional sobre as metas de redução de gases de efeito estufa assumidas pelo país em acordos internacionais.
Especialistas lembram que o controle do metano passa por ações diretas nos setores de pecuária, energia e tratamento de lixo. Entre as possíveis estratégias estão a captura do biogás em aterros sanitários e a implementação de boas práticas de manejo no rebanho.
O Ministério do Meio Ambiente informou que pretende reforçar políticas públicas voltadas ao corte de emissões de metano, em consonância com compromissos firmados na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP).
O metano permanece na atmosfera por menos tempo que o CO2, mas o seu impacto aquecedor é cerca de 80 vezes maior durante as primeiras duas décadas após a liberação. Por esse motivo, órgãos internacionais, como o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), recomendam cortar rapidamente as emissões do gás para conter o avanço da temperatura global.

Imagem: Internet
No cenário doméstico, a elevação apontada pelo novo levantamento reforça a importância de políticas integradas. Para acompanhar outras medidas governamentais na área, visite a editoria de Política do nosso portal.
O crescimento de 6% nas emissões de metano acende alerta sobre a necessidade de acelerar iniciativas de mitigação. Continue acompanhando nossas publicações para saber como essas medidas poderão impactar o dia a dia de todos.
Com informações de Agência Brasil
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