O enviado especial dos Estados Unidos, Darren Beattie, pediu uma reunião de última hora com o Ministério das Relações Exteriores para o próximo domingo, 17 de março, às 16h30 (horário de Brasília), mas o encontro ainda não foi confirmado pelo Itamaraty.
Pedido ocorreu após cobrança do STF
A solicitação chegou por e-mail à Coordenação-Geral de Ilícitos Transnacionais (COCIT) um dia depois de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, exigir que o Itamaraty esclarecesse a agenda de Beattie no Brasil. O magistrado queria saber se o assessor do ex-presidente norte-americano Donald Trump planejava compromissos oficiais e, principalmente, se pretendia visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Papudinha, em Brasília.
Segundo documento encaminhado pela chancelaria, também não está confirmada a audiência solicitada para o mesmo dia com o secretário de Europa e América do Norte do ministério. O Itamaraty ressaltou que, até o pedido apresentado em 11 de março, “inexistia qualquer agendamento diplomático previamente notificado a esta Pasta”.
Visita a Bolsonaro e participação em fórum
Na terça-feira, 10 de março, Moraes autorizou Beattie a visitar Bolsonaro, estabelecendo que os encontros só podem ocorrer às quartas-feiras e aos sábados, em três janelas de duas horas cada. A defesa do ex-presidente havia solicitado datas diferentes: segunda-feira, 16, ou terça-feira, 17.
O ministério informou ainda que a viagem do assessor dos Estados Unidos está oficialmente vinculada à participação no “Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos”, marcado para 18 de março na sede da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham). No pedido de visto apresentado por Beattie, não havia menção a visitas ou compromissos fora desse propósito.
Fonte: Jovem Pan
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