Rio de Janeiro – A operação policial realizada nesta quinta-feira (30/10/2025) no Rio de Janeiro terminou com mais de 120 pessoas mortas, número que faz da ação a mais letal já registrada no estado. Especialistas em segurança pública classificaram a atuação das forças de segurança como “desproporcional” e cobraram investigações independentes sobre a conduta dos agentes.
Logo após a divulgação do balanço de vítimas, o governo federal anunciou o envio de 20 peritos da Polícia Federal para reforçar os trabalhos de perícia no local. De acordo com o Ministério da Justiça, o objetivo é “garantir maior celeridade e transparência” na coleta de provas.
No Supremo Tribunal Federal (STF), Defensorias Públicas estaduais e federal protocolaram pedido para acompanhar todos os exames cadavéricos. A solicitação visa assegurar que as autópsias respeitem protocolos internacionais e permitam a identificação de eventuais abusos cometidos durante a operação.
A ministra da Justiça e Segurança Pública, juntamente com a ministra dos Direitos Humanos, informou que acompanha os desdobramentos da ação e aguarda relatórios preliminares das Forças Policiais e da Defensoria. Ambas reforçaram que o governo “não tolera excessos” e que todas as mortes serão investigadas.
Especialistas ouvidos pela reportagem alertam que o elevado número de óbitos indica possível falha no planejamento e na execução da operação. Para eles, a letalidade coloca em xeque políticas de segurança baseadas exclusivamente no confronto armado.
O Ministério da Justiça reafirmou que, além dos peritos, equipes da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos também foram mobilizadas para coletar denúncias de familiares das vítimas.
Até o momento, a Secretaria de Estado de Polícia Militar não divulgou detalhes sobre o número de agentes envolvidos, armamentos empregados nem circunstâncias de cada morte. A corporação limitou-se a informar que “todas as ações seguiram os protocolos operacionais”.
As investigações deverão avançar nos próximos dias com o apoio dos peritos federais e a supervisão das Defensorias, enquanto organizações da sociedade civil prometem manter a pressão por mais transparência.
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Este foi um resumo dos principais fatos sobre a operação mais letal já registrada no Rio de Janeiro. Compartilhe a notícia e acompanhe nossas próximas atualizações.
Com informações de Agência Brasil
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