Real Time Big Data ouviu 1.600 sergipanos entre 28/7 e 1/8. 55% afirmam que não votariam de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro; Lula registra 32% e Caiado 29% de rejeição. Margem de erro: 2 pontos.
Uma pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada nesta segunda-feira (03/08), revela que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é, entre os pré-candidatos à Presidência da República, o nome que mais enfrenta resistência no eleitorado sergipano. De acordo com o levantamento, 55% dos entrevistados afirmaram que não votariam no senador em hipótese alguma.
Na sequência aparecem Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 32% de rejeição, e Ronaldo Caiado (PSD), que registra 29%. O estudo ouviu 1.600 eleitores entre 28 de julho e 1º de agosto de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%.
Entre os demais nomes testados, Renan Santos (Missão) soma 26% de rejeição, enquanto Romeu Zema (Novo) marca 22%. Clariana Barão (DC), Leonardo Avalanche (PRTB) e Rui Costa Pimenta (PCO) aparecem empatados com 19%. Já Hertz Dias (PSTU) tem 17%, Edmilson Costa (PCB) 16%, e Samara Martins (UP) e Augusto Cury (Avante) registram 15% cada. Apenas 2% disseram que poderiam votar em todos os postulantes, e 3% não souberam responder.
O instituto também avaliou como os sergipanos enxergam a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para 40% dos consultados, o governo é “bom” ou “ótimo”. Outros 30% classificaram a administração como “regular”, enquanto 27% a consideram “ruim” ou “péssima”. O percentual de indecisos permanece em 3%.
Quando a pergunta foi sobre aprovação, 64% declararam apoiar o trabalho do petista, contra 33% que desaprovam. Os 3% restantes preferiram não opinar. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07696/2026 e custou R$ 24 mil, pagos com recursos próprios do instituto.
Os dados reforçam o cenário de disputa no Estado, onde diferentes perfis de candidaturas tentam conquistar o eleitorado. Analistas políticos consultados destacam que, além da rejeição, a taxa de conhecimento público do candidato e a capacidade de ampliar alianças serão cruciais para definir os rumos da campanha em Sergipe.
Com as pré-candidaturas em fase de consolidação, a expectativa é que novos levantamentos mostrem a evolução — ou estagnação — dos índices de rejeição, permitindo medir o efeito de eventos de campanha, debates e a exposição dos programas de governo. Até lá, os números divulgados nesta segunda-feira servem como termômetro inicial do humor do eleitor sergipano diante das opções que se apresentam para a corrida presidencial de 2026.

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