A mesa do São João vai custar menos em 2026. Pesquisa aponta queda de até 15% nos itens típicos, com frutas liderando o alívio no bolso de quem vai festejar.
Quem já separou a camisa xadrez para dançar no Forró Caju e no Arraiá do Povo recebeu uma boa notícia nesta temporada. Levantamento da Associação Paulista de Supermercados (APAS) indica que a cesta de itens típicos das festas de São João ficou mais barata em 2026. O Índice de Preços dos Supermercados (IPS) mostrou queda em diversos produtos usados nas receitas tradicionais, o que deve aliviar o bolso dos sergipanos que pretendem manter a mesa farta durante todo o mês junino.
Segundo o estudo, o grupo das frutas típicas apresentou a maior redução, com retração de 14,99%. Já o açúcar, ingrediente indispensável para canjica, pé-de-moleque e outras guloseimas, registrou queda de 13,88% nos últimos 12 meses. A farinha de trigo, usada tanto em doces quanto em salgados, caiu 7,88%.
“A cesta junina deste ano apresenta um cenário heterogêneo”,
analisa o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz.
“A quantidade de itens tradicionais em queda contribui para reduzir o impacto no orçamento das famílias e permite ao consumidor manter as tradições sem comprometer tanto a renda”,
completa o especialista.
No ranking das maiores baixas aparecem ainda alho (-5,16%), milho em conserva (-5,07%) e salsicha (-4,89%), base do popular cachorro-quente servido em barracas e quermesses por todo o estado. Também recuaram creme de leite (-3,77%), mandioca (-3,04%), ovos (-2,58%), paçoca (-2,52%), tempero natural (-1,24%), leite em pó (-0,91%) e milho verde (-0,20%).
A redução de preços conversa diretamente com a expectativa de público e de movimentação econômica para as festas de 2026. Estimativas do Ministério do Turismo apontam que as celebrações juninas devem movimentar R$ 2,4 bilhões no país. Na região Nordeste, o amor pelo São João se reflete em números expressivos: 51% dos entrevistados afirmaram que pretendem participar de eventos públicos gratuitos.
Em Sergipe, a projeção também é robusta. Juntos, Forró Caju e Arraiá do Povo, realizados em Aracaju, prometem atrair 2,5 milhões de pessoas e injetar R$ 400 milhões na economia local. O volume inclui gastos com hospedagem, transporte, alimentação e, claro, aquela sacola recheada de bolo de milho, amendoim, canjica e outras delícias que agora cabem melhor no orçamento.
Para além de Sergipe, outros polos tradicionais também esperam multidões. Campina Grande (PB) calcula receber 3,5 milhões de visitantes e girar R$ 800 milhões; Caruaru (PE) fala em 4 milhões de pessoas e impacto semelhante. No Norte, o Festival de Parintins antecipa 120 mil turistas e R$ 220 milhões, enquanto, no Centro-Oeste, Corumbá (MS) organiza o Banho de São João com investimento de R$ 4 milhões.
Os números reforçam a importância cultural e econômica dos festejos juninos. Com a cesta mais em conta, o sergipano ganha fôlego extra para aproveitar cada quadrilha, cada forró e cada prato típico, mantendo vivas as tradições que aquecem o coração — e a economia — do estado.
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