O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira (11) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, para tratar do plano de contingência destinado a exportadores brasileiros que enfrentam o tarifaço de 50% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
De acordo com integrantes do governo, o encontro no Palácio do Planalto foi considerado produtivo e registrou avanços na elaboração das medidas. No entanto, não houve definição de data para anunciar o pacote.
Planos em ajuste
Fontes ouvidas pela reportagem informaram que o plano “está caminhando”, mas ainda passa por ajustes técnicos. Não está claro se o governo pretende divulgar as ações já nesta terça-feira (12) ou em outra ocasião.
Nos bastidores do Planalto, auxiliares afirmam que não há entraves políticos para o pacote; o foco, segundo eles, é concluir as análises de viabilidade financeira e operacional.
Próximos passos
Uma nova reunião com Lula não foi marcada, mas poderá ocorrer nos próximos dias, dependendo da conclusão dos estudos conduzidos pelas equipes técnicas da Fazenda e do Ministério do Desenvolvimento.
O que deve incluir o pacote
As medidas em discussão envolvem:
- apoio financeiro direto;
- facilitação de crédito para empresas exportadoras;
- ações diplomáticas e regulatórias com o objetivo de mitigar os efeitos da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.
O governo não detalhou valores nem prazos para a liberação dos recursos. Técnicos avaliam cenários de curto prazo para reduzir o impacto imediato nas vendas externas.

Imagem: Facebook via g1.globo.com
Com a sobretaxa em vigor, setores como agropecuária e metalurgia relatam perdas de competitividade nos Estados Unidos, principal destino de diversos produtos brasileiros.
O Planalto mantém reserva sobre as negociações diplomáticas em curso, mas aliados de Lula indicam que o Itamaraty prepara iniciativas para pressionar a Casa Branca a rever ou ao menos flexibilizar a tarifa.
A expectativa é que o pacote seja formalizado tão logo haja consenso entre as áreas econômica e diplomática, evitando prejuízos maiores às empresas afetadas.
Com informações de G1
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