O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), passou a oferecer cinco leitos de terapia intensiva pediátrica exclusivos para o Sistema Único de Saúde (SUS) na Fundação Beneficente Hospital de Cirurgia (FBHC). A nova ala foi inaugurada na última quinta-feira, 5, e recebeu as duas primeiras pacientes já no dia 6, logo após procedimentos cirúrgicos de alta complexidade realizados na unidade.
Estrutura e investimento
Os leitos destinados ao SUS fazem parte de uma unidade com 10 vagas de UTI, sendo uma de isolamento. A parceria entre a SES e o Hospital de Cirurgia envolve contrato anual estimado em R$ 240 milhões, cobrindo transplantes renais e hepáticos e cerca de 700 cirurgias de média e alta complexidade por mês, em especialidades como cardiologia, neurologia, vascular, ortopedia e oncologia.
A ala ocupa 479,38 m² no terceiro pavimento do hospital e foi construída em 19 meses, de julho de 2024 a fevereiro de 2026. O investimento total chegou a aproximadamente R$ 3,75 milhões, valor que inclui obras, equipamentos, tecnologia, mobiliário e utensílios.
Atendimento já iniciado
As primeiras usuárias do SUS a ocupar os novos leitos foram uma criança de seis anos, submetida a microcirurgia para retirada de tumor intracraniano, e uma adolescente de 14 anos, operada para correção de malformação arteriovenosa congênita.
Para o secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, a ampliação fortalece a rede pública: “A abertura desses leitos de UTI pediátrica representa mais um avanço importante para a saúde pública de Sergipe, garantindo estrutura adequada de recuperação e cuidados intensivos”, afirmou.
Responsável pela microcirurgia cerebral, o neurocirurgião pediátrico Rilton Morais destacou que a nova capacidade ajuda a desafogar o Hospital de Urgências de Sergipe. Segundo ele, os leitos também atenderão casos de doenças infectocontagiosas que exigem suporte intensivo.
Relato de familiar
A mãe de uma das pacientes, Fabrícia Pereira, elogiou o atendimento recebido: “O hospital foi maravilhoso, gostei muito dos médicos e das enfermeiras. Todos atendem muito bem, graças a Deus”.
Fonte: Saúde/SE
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