Aracaju – Com o término da quadra chuvosa e a aproximação do período de estiagem, o Governo de Sergipe intensificou o acompanhamento das condições de seca no estado. O trabalho é conduzido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac) em parceria com a Subsecretaria Estadual de Proteção e Defesa Civil (SPDEC).
Monitor de Secas orienta ações
A principal ferramenta usada pelos órgãos estaduais é o Monitor de Secas, iniciativa nacional que reúne dados climáticos mensalmente e consolida as informações em um mapa elaborado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). A partir desse material, técnicos da Semac validam e ajustam o traçado para refletir com precisão a realidade sergipana.
A meteorologista Wanda Tathyana de Castro explica que a equipe compara o mapa recebido com medições locais de precipitação, indicadores hidrológicos e relatórios agrícolas. Caso sejam identificadas divergências, um novo delineamento é enviado à ANA com justificativa técnica.
Rede de observadores voluntários
Em Sergipe, a verificação dos dados é reforçada pela Rede de Observadores do Monitor de Secas, formada por voluntários que registram a severidade do fenômeno em diferentes municípios. Segundo o geógrafo e climatologista Elder dos Santos Lima, os relatos enriquecem os dados técnicos e tornam os mapas mais didáticos, utilizando cores para indicar os cinco níveis de intensidade: fraca, moderada, grave, extrema e excepcional.
Base para decretar situação de emergência
As informações consolidadas são encaminhadas à Defesa Civil Estadual, que apoia prefeituras na solicitação de reconhecimento de situação de emergência. De acordo com Edivaldo Celestino, coordenador de Integração e Gestão de Recursos da Defesa Civil, é preciso seguir critérios da Portaria 260/2022 e registrar o pedido no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres para obter homologação estadual e reconhecimento federal.
Com a validação do Monitor de Secas desde 2020 como requisito para o governo federal reconhecer emergências, o acompanhamento tornou-se ainda mais rigoroso, permitindo planejamento de ações como abastecimento por carro-pipa e outras medidas de apoio às populações mais afetadas.
Especialistas reforçam que o monitoramento permanente garante respostas rápidas durante todo o período de estiagem, historicamente mais severo nas regiões do semiárido sergipano.
Com informações de Governo de Sergipe
Dados complementares sobre recursos hídricos e gestão de seca podem ser consultados no site da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico.
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Com a intensificação do monitoramento, autoridades buscam antecipar impactos da estiagem e proteger comunidades vulneráveis. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe a informação para fortalecer a prevenção.
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