O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (2) que a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã não deve provocar impactos imediatos nas variáveis macroeconômicas do Brasil. A declaração foi dada durante entrevista transmitida pela Globo.
Segundo o ministro, o país atravessa um período favorável de atração de investimentos, o que tende a amortecer eventuais turbulências de curto prazo vindas do exterior. “A dimensão que o conflito alcançar vai definir muita coisa, mas, no momento, não vemos repercussão relevante sobre os indicadores principais”, disse Haddad a jornalistas da Universidade de São Paulo (USP).
Ele ponderou, entretanto, que uma escalada mais ampla poderá exigir novas providências do governo. “Estamos acompanhando a situação com cautela e prontos para agir, caso o ambiente piore”, acrescentou.
Haddad também reforçou o posicionamento diplomático do Brasil, favorável a “um mundo de paz e tranquilidade” e à atuação das Nações Unidas. De acordo com o ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem buscado fortalecer a ONU e defender a reforma do Conselho de Segurança.
Diplomacia cobra respeito ao direito internacional
No sábado (28), após os primeiros ataques, o Ministério das Relações Exteriores divulgou nota na qual criticou a ofensiva comandada por Estados Unidos e Israel contra o Irã. O Itamaraty manifestou “grave preocupação” e destacou que a ação ocorreu enquanto havia negociações em curso, classificadas como “único caminho viável para a paz”. O governo brasileiro pediu que todas as partes respeitem o direito internacional, exerçam máxima contenção e protejam civis e infraestrutura.
Na segunda-feira (1º), o assessor especial da Presidência e ex-chanceler Celso Amorim afirmou à Globonews que o Brasil deve “se preparar para o pior” após a morte do líder iraniano Ali Khamenei, considerada “condenável e inaceitável”.
O conflito começou na madrugada de sábado com bombardeios de Estados Unidos e Israel em território iraniano, que provocaram fumaça sobre Teerã. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel. Dados oficiais apontam 555 mortos em solo iraniano. O presidente americano, Donald Trump, declarou que as operações podem durar “quatro a cinco semanas” para eliminar “ameaças iminentes”.
Fonte: Jovem Pan
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