Brasília – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (27/11/2025) que organizações criminosas brasileiras têm utilizado empresas registradas nos Estados Unidos para lavar dinheiro. Segundo ele, uma parceria direta entre os governos dos dois países é necessária para rastrear recursos e fechar brechas legais.
Durante entrevista concedida à Repórter Nacional 12h, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Haddad destacou que a cooperação internacional é essencial para identificar operações suspeitas que atravessam fronteiras. “É fundamental que Brasil e Estados Unidos compartilhem dados e tecnologias para impedir que o crime organizado use estruturas empresariais norte-americanas para ocultar a origem ilícita dos valores”, declarou.
O ministro não detalhou quantas empresas estariam envolvidas nem o montante movimentado, mas reiterou que o tema já foi levado ao conhecimento das autoridades norte-americanas. Haddad defendeu a criação de mecanismos de troca de informações financeiras em tempo real e a adoção de padrões mais rígidos de compliance.
A declaração foi feita poucas horas antes de Haddad embarcar para compromissos nos Estados Unidos, onde ele deverá discutir o assunto com representantes do Departamento do Tesouro. Ele ressaltou que o Brasil já conta com iniciativas de cooperação em áreas como combate ao terrorismo e crimes cibernéticos, e que o mesmo modelo pode ser replicado para enfrentar a lavagem de dinheiro.
Especialistas lembram que normas internacionais, como as recomendações do Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi), preveem a colaboração entre nações para dificultar o uso de empresas de fachada em operações ilícitas.
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Com informações de Agência Brasil
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