A vítima procurou a Delegacia Regional de Propriá após novas agressões na manhã de sábado. Ela relata conviver com violência física e verbal há cerca de sete anos e sofreu mordidas que causaram lesões.
A equipe plantonista da Delegacia Regional de Propriá prendeu em flagrante, no sábado, dia 29, um homem suspeito de agredir fisicamente a companheira. A ocorrência mobilizou policiais civis depois que a vítima buscou ajuda relatando ter sido alvo de novas agressões naquela manhã.
De acordo com o registro policial, a mulher informou que convive com episódios de violência física e verbal há aproximadamente sete anos. O relato aponta para agressões recorrentes, que incluiriam xingamentos, ameaças e humilhações dentro de casa. Na data da prisão, a vítima disse ter sofrido mordidas que resultaram em lesões corporais.
Após ser atendida pela equipe policial, a mulher foi encaminhada ao Hospital de Propriá. No local, profissionais de saúde elaboraram um relatório médico que constatou ferimentos compatíveis com as alegações apresentadas à autoridade policial. O laudo foi anexado ao procedimento como prova material das lesões.
Com as informações iniciais em mãos, o delegado plantonista coordenou buscas no bairro Matadouro, onde os agentes localizaram o suspeito. Ele foi detido em flagrante e conduzido à unidade policial para a formalização do procedimento. Segundo o boletim, a prisão foi realizada sem resistência.
Concluídas as diligências, o homem permaneceu custodiado à disposição do Poder Judiciário. Conforme o rito previsto, a audiência de custódia deverá avaliar a legalidade da prisão, bem como definir se o investigado responderá em liberdade ou continuará detido. A decisão também poderá incluir medidas protetivas de urgência a favor da vítima, como o afastamento do lar ou a proibição de contato.
O inquérito segue em andamento na Delegacia Regional de Propriá. A equipe responsável irá reunir provas, ouvir testemunhas e aguardar laudos complementares. A tipificação preliminar da ocorrência é lesão corporal no âmbito da violência doméstica, crime sujeito a pena de detenção e a responsabilidades cíveis. Até a conclusão do processo, o suspeito é considerado investigado, sem decisão judicial de culpa ou inocência.
Autoridades policiais reforçam que casos de violência doméstica podem ser denunciados por meio do Disque 180 ou em qualquer delegacia. A orientação é buscar ajuda imediatamente diante de qualquer sinal de agressão, garantindo proteção e registro formal do crime.
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