Aracaju/SE – A Secretaria de Estado da Saúde (SES) detalhou na Assembleia Legislativa, na última quinta-feira (9), como a entrega do Hospital do Câncer Governador Marcelo Déda Chagas virou o novo eixo da assistência oncológica em Sergipe, alcançando 6.215 atendimentos desde dezembro de 2025 e catalisando investimentos milionários em alta complexidade.
- Em resumo: Nova unidade oncológica acelera o acesso a quimioterapia, exames e cirurgias, enquanto o Estado injeta R$ 21,6 mi em novos equipamentos de diagnóstico.
Por que o número surpreende?
Em menos de 120 dias, o hospital passou de inauguração a referência: quimioterapia para adultos, ambulatório de oncologia clínica e pequenos procedimentos já funcionam em ritmo ampliado. O secretário Jardel Mitermayer atribui o salto à estratégia de transparência e prioridade na aplicação de recursos, alinhada a indicadores do Ministério da Saúde.
Além da alta da demanda, dois aparelhos de ressonância magnética de última geração — um no Huse e outro no Centro de Acolhimento e Diagnóstico por Imagem — reforçam a rede, somando R$ 21,6 milhões em compras públicas.
“Esses resultados demonstram o compromisso do Governo em aplicar os recursos de forma eficiente, priorizando o cuidado com as pessoas”, ressaltou Mitermayer na Alese.
Interiorização e novos serviços críticos
A primeira UTI do sertão sergipano, instalada no Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória, simboliza a interiorização da saúde de alta complexidade. No mesmo pacote, a retomada dos transplantes renais e a inédita habilitação para transplante de fígado projetam 8.292 procedimentos hospitalares por ano, sob contrato anual superior a R$ 241 milhões.
Programas como Opera Sergipe, agora com 34 tipos de cirurgias eletivas, e Enxerga Sergipe, que já devolveu visão a 12.368 pessoas, complementam a ofensiva para reduzir filas e ampliar qualidade de vida.
O que vem a seguir
Com a terceira tomografia em operação no Huse e a Hemodinâmica agilizando casos de infarto e doenças arteriais, a SES mira na redução do tempo de diagnóstico e na oferta de terapias cada vez mais complexas dentro do estado — movimento que pode enxugar custos com encaminhamentos para fora de Sergipe.
Em balanço preliminar, a pasta aponta 14.516 atendimentos ambulatoriais mensais garantidos pelo novo contrato de alta complexidade, o que deve liberar mais vagas na atenção primária.
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Crédito da imagem: Divulgação / Felipe Goettenauer
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