O Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) encerrou 2025 com 8.832 cirurgias efetuadas, superando a meta anual de 8.660 procedimentos. O resultado foi apresentado pela Secretaria de Estado da Saúde em transmissão da Record e confirma o papel da unidade como principal referência em média e alta complexidade no estado.
A produção diária também ultrapassou a expectativa inicial de 23 procedimentos. Em dezembro, a média chegou a 27 cirurgias por dia, demonstrando a capacidade operacional do Centro Cirúrgico mesmo durante a quarta etapa de reforma, quando duas salas permaneceram temporariamente fora de uso.
De acordo com o balanço, 9.666 intervenções estavam programadas para 2025, das quais 8.832 foram realizadas. As suspensões ocorreram, sobretudo, por critérios clínicos relacionados ao perfil de pacientes atendidos.
Taxa de conversão acima da meta
O hospital estabeleceu índice mínimo de 92% para a taxa de conversão cirúrgica — relação entre procedimentos agendados e concluídos. A marca foi alcançada e, em março, maio e junho, chegou a 95%, reflexo do monitoramento diário das agendas, segundo a gerente do Centro Cirúrgico, Lorena Guimarães.
Especialidades com maior número de procedimentos
Cirurgia Geral liderou o volume de atendimentos, somando 1.972 operações, seguida por Cirurgia Vascular (1.674) e Ortopedia (1.578). Ainda se destacaram Oncologia de Cabeça e Pescoço (672), Neurocirurgia (599) e Oncologia Geral (551), espelhando a demanda epidemiológica de Sergipe.
Modernização da estrutura
O Centro Cirúrgico conta atualmente com nove salas e dez leitos de recuperação pós-anestésica. A revitalização incluiu troca de pisos, requalificação de paredes e tetos, ampliação da sala de recuperação e atualização de equipamentos. Entre as aquisições, está um microscópio cirúrgico de mais de R$ 1,7 milhão que amplia a precisão em áreas como Neurocirurgia, Vascular, Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia Plástica.
Para Lorena Guimarães, o desempenho expressa “planejamento, organização do fluxo e compromisso da equipe com a assistência”, fatores que permitiram manter a produtividade mesmo durante as obras de melhoria.
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe
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