Uma briga entre municípios ameaça o sistema integrado de ônibus da Grande Aracaju. Se o impasse não for resolvido, quem usa o transporte público pode perder facilidades no dia a dia.
O vereador Camilo Daniel (PT) expressou preocupações acerca do enfraquecimento do Consórcio de Transporte Metropolitano, que pode ameaçar a integração do transporte público na Grande Aracaju. Durante seu pronunciamento na Câmara Municipal, na manhã desta terça-feira, 16, Camilo destacou que a situação pode impactar diretamente a população da região.
De acordo com o vereador, o impasse envolvendo o Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM) e as divergências entre os municípios sobre a execução da licitação do transporte pode resultar na desintegração do sistema atual. Hoje, os usuários podem se deslocar entre Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros pagando uma única tarifa.
“Imagine o trabalhador que mora na Taiçoca e vem para o centro da cidade de Aracaju. O sujeito que com uma passagem rodava tudo, de repente ele tem que pagar das passagens, inclusive com preços variáveis”, afirmou o vereador.
A mudança no sistema de tarifas poderia impactar diretamente o orçamento de milhares de famílias na Grande Aracaju, o que preocupa os representantes locais. Camilo enfatizou que a discussão sobre a licitação não deve se restringir a aspectos jurídicos e administrativos, mas sim considerar os efeitos práticos para a população que depende do transporte público diariamente.
“O transporte integrado é uma conquista histórica da população da Grande Aracaju. Qualquer mudança precisa garantir que esse direito seja preservado. Não podemos admitir retrocessos que penalizem justamente quem mais precisa do serviço”, acrescentou.
O debate sobre a situação do transporte metropolitano ganhou novas dimensões após uma reunião recente do Consórcio de Transporte Metropolitano. Representantes dos municípios de Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros defendem a emissão das ordens de serviço para as empresas vencedoras da licitação realizada em 2024. Por outro lado, a Prefeitura de Aracaju argumenta que a concorrência pública apresenta irregularidades e defende sua anulação, citando que estudos técnicos mais recentes indicam a necessidade de um novo modelo para o sistema de transporte coletivo, elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
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