A Polícia Civil de Sergipe cumpriu, às 5h40 da manhã desta quinta-feira (2), um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por sucessivas violações de medidas protetivas de urgência determinadas pela Justiça. A captura ocorreu no povoado Flor do Brejo, zona rural de Neópolis, município localizado às margens do Rio São Francisco, no Baixo Cotinguiba.
De acordo com as investigações, o suspeito vinha descumprindo, de forma reiterada, as restrições impostas pelo Poder Judiciário para garantir a integridade física e psicológica da ex-companheira, vítima de violência doméstica e familiar. A ordem judicial, expedida em 18 de junho de 2026, determinava que ele se mantivesse afastado da residência e dos locais de convivência da mulher, além de proibir qualquer forma de contato pessoal, telefônico ou virtual.
Mesmo ciente das determinações, o investigado teria se aproximado da vítima em várias ocasiões, provocando temor e insegurança. Diante da reincidência, o Ministério Público solicitou a decretação da prisão preventiva, prontamente deferida pela Vara Criminal competente. Com o mandado em mãos, agentes da Delegacia de Neópolis organizaram uma operação discreta nas primeiras horas do dia para evitar qualquer tentativa de fuga.
Após a prisão, o homem foi encaminhado à unidade policial da cidade, onde passou por procedimentos de rotina, como identificação e interrogatório. Em seguida, ele ficou à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia. Caso seja condenado pelos crimes de descumprimento de medida protetiva e ameaça, pode pegar pena que varia de três meses a dois anos, conforme prevê a Lei Maria da Penha, sem prejuízo de sanções por outros delitos eventualmente apurados.
A delegada responsável pelo caso salientou a importância de denunciar situações de agressão dentro de casa. Ela reforçou que a colaboração da comunidade é decisiva para coibir esse tipo de crime e assegurar proteção às vítimas. O canal Disque-Denúncia 181 permanece ativo 24 horas por dia; a ligação é gratuita e o sigilo, garantido.
A Polícia Civil destacou, ainda, que a criação e o respeito às medidas protetivas representam avanço fundamental no combate à violência contra a mulher. Quando essas determinações são ignoradas, o sistema de Justiça pode adotar medidas mais duras, como a prisão preventiva, para restabelecer a sensação de segurança da vítima e preservar a ordem pública.
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