O comandante da Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta segunda-feira (2) o fechamento total do Estreito de Ormuz e advertiu que qualquer embarcação que tente cruzar a rota marítima será incendiada. A medida, divulgada pela mídia estatal iraniana, foi apresentada como retaliação pela morte do líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei.
Responsável por cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo, o estreito é considerado corredor estratégico para a exportação da commodity. Analistas ouvidos pela imprensa internacional já estimam que o bloqueio pode empurrar o preço do barril para a marca de US$ 100.
Ataque a petroleiro e novas ameaças
Pouco antes do anúncio, a Guarda Revolucionária realizou um ataque com drones contra o petroleiro Athen Nova, que navegava na região. Fontes consultadas pela agência Reuters confirmaram a investida militar iraniana. Depois do fechamento, a unidade de elite reforçou o discurso de revanche, declarando que “os inimigos que mataram” Khamenei não estarão seguros “nem mesmo em casa”.
Trump fala em “última chance” contra Teerã
Em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar confiante na vitória de sua ofensiva e projetou que o conflito deve durar “quatro ou cinco semanas ou mais”. Segundo ele, o objetivo é destruir mísseis iranianos, desmantelar a Marinha do país e impedir qualquer ambição nuclear. Até agora, quatro militares norte-americanos morreram e outros 18 estão gravemente feridos, de acordo com dados divulgados pelas Forças Armadas dos EUA.
Irã culpa EUA e Israel por ataques a civis
Também nesta segunda, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian exigiu que Estados Unidos e Israel sejam responsabilizados por bombardeios contra uma escola de meninas no sul do Irã, que deixou 168 mortos no sábado (28), e contra um hospital em Teerã, no domingo (1º). Nenhum dos dois países reconheceu participação nos ataques.
Possíveis reflexos no Brasil
No Brasil, inclusive em Sergipe, o setor de combustíveis acompanha de perto os desdobramentos, já que oscilações no preço internacional do petróleo costumam repercutir em toda a cadeia de transporte e abastecimento.
Fonte: g1
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