O Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) determinou, nesta semana, a suspensão de dez partidas para o meia Paulo Victor (PV), do Nacional, vítima de injúria racial durante o jogo contra o Batel, em 4 de outubro, pela Taça Federação Paranaense de Futebol. O agressor, Diego Gustavo de Lima, recebeu pena de sete jogos.
Conforme o processo, Diego chamou o adversário de “macaco”. Em reação, PV desferiu um soco e foi acusado de cuspir no jogador do Batel, o que pesou na dosimetria da pena aplicada ao atleta do Nacional.
Contrato rescindido
Após o episódio, o Batel de Guarapuava rescindiu o contrato de Diego Gustavo, que não faz mais parte do elenco.
Manifestação do atleta
Nas redes sociais, PV afirmou não compreender a disparidade das punições. “Meu sentimento já era de impotência, agora ainda mais. Não me senti amparado e queria entender realmente essa sentença de pegar mais jogos do que quem cometeu o crime”, declarou.
O confronto, realizado em 4 de outubro, terminou com vitória do Nacional por 1 a 0, mas o resultado ficou ofuscado pelo caso de discriminação racial, que segue repercutindo no futebol paranaense.
Com informações de Agência Brasil
De acordo com a Lei nº 14.532/2023, a injúria racial passou a ser equiparada ao crime de racismo, o que pode agravar a responsabilização penal em casos semelhantes.
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