Rio de Janeiro (RJ), 8 de dezembro de 2025 – A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, criticou o documento entregue pelo Flamengo à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que sugere, entre outros pontos, a retirada gradual dos gramados sintéticos dos estádios brasileiros.
O clube rubro-negro defende a criação de um programa de padronização de campos, com testes técnicos obrigatórios e inspeções periódicas, seguindo referências da Fifa e da Uefa. A proposta prevê a extinção da grama artificial na Série A até 2028 e, na Série B, até 2029, sob o argumento de que haveria maior incidência de lesões nesse tipo de superfície.
Resposta do Palmeiras
Leila rebateu a iniciativa ao afirmar que o debate “vem sendo pautado por clubismo” e reforçou não existir “qualquer evidência científica” de risco elevado de contusões nos campos artificiais. “Desde que instalamos o gramado no Allianz Parque, em 2020, somos um dos clubes da Série A com menor número de lesionados”, declarou.
A dirigente ainda ironizou a condição do gramado do Maracanã, casa do Flamengo: “No dia em que tiver estádio próprio, o Flamengo pode escolher o gramado que quiser. O Palmeiras tem e optou pelo sintético”.
Investimento e modelo de gestão
Segundo o contrato de cogestão firmado com a WTorre, a empresa administra o Allianz Parque até 2044, enquanto o Palmeiras permanece com 100% da renda líquida de bilheteria e fatias progressivas de receitas comerciais. Leila lembrou que, além da arena, a Crefisa assumiu a concessão da Arena Barueri, também com grama artificial.
Posicionamento rubro-negro
No documento enviado à CBF, o Flamengo cita estudos de revistas científicas como Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports e American Journal of Sports Medicine, além de relatório do Departamento de Saúde Pública de Connecticut, para sustentar o veto ao “gramado de plástico”. O presidente do Conselho de Administração do clube, Luiz Eduardo Baptista, o BAP, reforçou: “É uma vergonha que a gente aceite isso no Brasil”.
Mapa dos gramados na elite
Com gramado natural: Bahia, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Flamengo/Fluminense (Maracanã), Grêmio, Internacional, Mirassol, Red Bull Bragantino, Remo, Santos, São Paulo, Vasco e Vitória.
Com gramado sintético: Atlético-MG, Athletico-PR, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras.
Segundo parâmetros publicados pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), a durabilidade e a uniformidade do piso são fatores considerados na homologação de gramados artificiais para competições.
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Debates sobre qualidade de gramados tendem a se intensificar nos próximos meses, à medida que a CBF analisa a proposta e os clubes buscam consenso sobre o futuro dos campos no País.
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Com informações de Futebol Interior
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