A amizade de mais de meio século entre Pelé e o empresário José Fornos Rodrigues, o Pepito, rendeu o livro “Pelé, o legado desconhecido”, lançado no Museu Pelé, em Santos (SP). A transmissão é da Record.
Em 160 páginas distribuídas por 26 capítulos, a obra reúne lembranças que começam no primeiro contato dos dois, em 1962, e se estendem até a morte do ex-jogador, em 2022, vítima de câncer de cólon. Pepito afirma que o objetivo é mostrar que “o melhor Pelé estava fora do campo”, referência ao lado humano do Atleta do Século.
Dos voos da Varig ao convite oficial
Pepito recorda que, em 1967, iniciou carreira na Varig, passando a promover a companhia em Santos. Dois anos depois, conseguiu levar a equipe do Santos FC a optar pelos voos da empresa e, como prêmio, viajou com o time à Itália. A partir de então, ambos não se desgrudaram mais: em 1971, quando Pelé deixou a seleção brasileira, contratou formalmente o amigo para trabalhar com ele.
Em entrevista à TV Brasil, Pepito contou que foi “por livre e espontânea pressão” da esposa e das filhas que decidiu escrever o livro. “Impus uma condição: mostrar o Pelé fora do campo. Dentro todo mundo já conhece”, relatou.
Filantropia pouco divulgada
Segundo o autor, Pelé mantinha ações solidárias que raramente apareciam na mídia. Entre os exemplos citados estão a construção de creches em Guarujá e São Vicente, a manutenção de um asilo, o custeio de bolsas universitárias e o pagamento de viagens para tratamentos de saúde no exterior. “Ele tinha um coração maior que o Pacaembu”, resume Pepito, que também relembra discussões francas com o amigo, às quais atribui a autenticidade da relação.
Ao publicar “Pelé, o legado desconhecido”, Pepito espera que os leitores passem a enxergar o tricampeão mundial não apenas como o autor de 1.283 gols, mas como alguém “gigante” também fora das quatro linhas.
Fonte: Agência Brasil
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