Na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um importante evento na Fábrica de Fertilizantes e Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE), localizada em Pedra Branca, na região metropolitana de Aracaju. Durante a cerimônia, Lula anunciou investimentos bilionários da Petrobras no estado, que totalizam mais de R$ 72,5 bilhões até 2030. Esse montante é considerado por ele como uma revolução para Sergipe, com a previsão de criar 28 mil empregos diretos e indiretos.
“Nunca antes na história do Brasil, Sergipe recebeu a quantidade de investimento que está recebendo até 2030. Está de volta a Fafen-SE do povo de Sergipe. Olhem como está esse estado hoje. E vamos conversar sobre a evolução de Sergipe daqui a cinco, seis ou 10 anos com os investimentos que vão ser feitos aqui”, afirmou Lula em seu discurso.
A solenidade também contou com a assinatura de contratos para o fornecimento, operação e manutenção dos navios-plataformas SEAP-1 e SEAP-2, que têm potencial para transformar Sergipe no maior produtor de petróleo da Região Nordeste. A expectativa é que a produção de petróleo comece em 2030, com a exportação de gás prevista para 2031.
O projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP) é um dos destaques, com investimentos que ultrapassam R$ 60 bilhões. Esses recursos serão direcionados à exploração e produção de petróleo e gás em águas profundas, ao descomissionamento de plataformas de águas rasas e à retomada da produção de fertilizantes, além de projetos socioambientais e culturais.
Em seu discurso, Lula ressaltou a importância da Petrobras para o Brasil, enfatizando a necessidade de um governo comprometido com a empresa. Ele criticou tentativas anteriores de privatização, questionando os benefícios trazidos por essas ações. “O que nós ganhamos com a privatização da nossa BR? O que o país ganhou?”, indagou o presidente.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, detalhou a capacidade de produção dos navios-plataformas e os impactos positivos que esses investimentos trarão para o estado. “Cada plataforma tem a capacidade de produzir 120 mil barris de petróleo por dia e, juntas, podem gerar 22 milhões de metros cúbicos de gás por dia”, destacou.
Além disso, o projeto prevê a construção de um gasoduto para conectar o gás produzido no mar ao território sergipano, evidenciando a inovação da Petrobras na exploração de gás natural. “Desconheço, em mais de 40 anos na indústria, uma plataforma que tenha embarcado uma unidade de processamento de gás natural”, completou Magda.
A Fafen-SE, que havia sido desativada e depois arrendada, voltou a operar em dezembro de 2025, com investimentos que já geraram cerca de 530 empregos diretos e 1.500 indiretos. A planta tem a capacidade de produzir 1.800 toneladas diárias de ureia, o que representa 7% da demanda nacional, reafirmando o compromisso da Petrobras com a soberania alimentar do país.
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