Salvador/BA – Durante inspeção às obras do VLT nesta quinta-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma defesa contundente do PIX, respondendo ao relatório norte-americano que acusa o Brasil de favorecer o sistema e prejudicar gigantes como Visa e MasterCard.
- Em resumo: Lula prometeu aprimorar – e não alterar – o PIX, apesar da pressão dos Estados Unidos.
Por que Washington reclama do PIX?
O escritório do representante comercial dos EUA alega que o Banco Central concede “tratamento preferencial” ao método instantâneo, tornando o mercado menos atraente para operadoras estrangeiras. O argumento ganhou força após a publicação do relatório em 31 de março.
No entanto, o PIX é uma infraestrutura pública gerida pelo Banco Central; só em janeiro, registrou mais de 7 bilhões de transferências, segundo dados do Banco Central. Para o governo brasileiro, qualquer mudança imposta de fora colocaria em risco um serviço já incorporado à rotina de consumidores e comerciantes.
“O PIX é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o PIX, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, afirmou Lula, destacando que o sistema será apenas “aprimorado”.
O que está em jogo para o consumidor?
Lançado em 2020, o PIX reduziu custos, acelerou pagamentos e abriu espaço para inclusão financeira. As críticas dos EUA esbarram justamente nessa popularidade: hoje ele já aparece em placas de lojas no exterior, caso de um free shop no Panamá que aceita o método para turistas brasileiros.
Especialistas avaliam que retaliações comerciais são pouco prováveis, mas não descartam pressões diplomáticas. Ainda assim, a fala presidencial sinaliza que o governo tratará o PIX como ativo estratégico, especialmente em ano de discussão sobre modernização do sistema financeiro.
Crédito da imagem: Marcelo Brandão / Agência Brasil
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