A intervenção policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, resultou em 121 mortes e recolocou a segurança pública no centro da pauta nacional. A ação foi conduzida pelo governo fluminense e recebeu aprovação de 57% dos moradores da região metropolitana, segundo pesquisa Datafolha.
Estrutura das facções
Relatórios de segurança apontam que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) atuam de forma semelhante à máfia, com ramificações em todo o país e no exterior. O objetivo é o lucro, não causas ideológicas, afastando a classificação de grupos terroristas. Uma trégua temporária entre as facções permitiu a ampliação de negócios ilícitos, que incluem desde tráfico de drogas até exploração de ouro e de animais silvestres. A Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, mostrou que o PCC já opera na região da Faria Lima, em São Paulo.
Pesquisadores da Unesp, Eduardo Armando Medina Dyna e Vinicius Pereira de Figueiredo, afirmam que as facções buscam uma relação de dependência com o Estado, rejeitando o termo “narco-estado”.
Pressão externa
Conforme o jornalista Jamil Chade, o governo dos Estados Unidos pretende usar a próxima Cúpula das Américas, marcada para dezembro, para que países latino-americanos classifiquem organizações criminosas como terroristas. Governadores de alguns estados brasileiros já difundem a expressão “narcoterroristas”.
Percepção pública
Além do levantamento Datafolha, pesquisa Genial/Quaest indica que 80% dos moradores do Rio acreditam que os líderes das facções vivem em bairros nobres, não nas favelas. Já sondagem do Instituto Paraná Pesquisas mostra que 56,1% dos cariocas consideram ruim ou péssimo o desempenho do governo federal no combate ao tráfico.
Medidas legais em andamento
Após a operação, o presidente sancionou lei que amplia penas para integrantes de facções, pessoas que os protejam ou contratem seus serviços. Desde abril, tramita no Congresso a PEC da Segurança Pública, que pretende constitucionalizar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e reforçar a integração entre forças policiais.
Queda nacional nos homicídios
O Atlas da Violência 2025 mostra redução de 20,3% nos homicídios no Brasil na última década, totalizando 45.747 casos em 2023. Entre os estados, destacam-se:
- São Paulo: queda de 49,6%, taxa de 6,4 mortes por 100 mil habitantes;
- Bahia: alta de 16,2%, taxa de 43,9/100 mil, a mais alta do país;
- Amapá: maior taxa proporcional, 57,4/100 mil, crescimento de 129,3%;
- Sergipe: redução de 27,7%, taxa de 29,4/100 mil.
Especialistas defendem que o combate às facções combine investigação financeira, intercâmbio de informações entre União, estados e municípios e operações focadas, evitando ações meramente midiáticas.
Dados completos podem ser consultados no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), responsável pela elaboração do Atlas da Violência em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
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Resumo: a megaoperação fluminense expôs, mais uma vez, a complexidade do enfrentamento às facções e a necessidade de integração de forças. Continue acompanhando nosso site para atualizações sobre segurança pública em Sergipe e no país.
Com informações de Portal Infonet
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