São Paulo – Um levantamento global realizado pela plataforma ManyChat revelou que 51% dos criadores de conteúdo consideraram deixar a carreira nos últimos 12 meses.
Pressão constante e baixa remuneração
Segundo o estudo, a rotina de produção, edição e publicação consome, em média, 20 horas semanais dos profissionais. A isso se somam até 3 horas adicionais respondendo comentários e mensagens diretas. Para 5% dos entrevistados, somente a gestão da caixa de entrada já equivale a um trabalho de tempo integral.
Ainda assim, a remuneração segue limitada. Quase 75% dos criadores afirmam ganhar menos de US$ 10 mil por ano (cerca de R$ 53 mil) e apenas 10% ultrapassam a marca de US$ 30 mil anuais. Os pagamentos das próprias plataformas representam 39% da renda, enquanto parcerias e patrocínios respondem por 28%.
Percepção externa não acompanha a realidade
O estigma de que “isso não é um trabalho de verdade” persiste: 31% dos criadores dizem ouvir que a atividade não é considerada profissão. Entre as ideias equivocadas mais citadas pelo público estão a crença de que o trabalho é fácil (26%), consome pouco tempo (19%) ou torna todos os influenciadores ricos (12%).
Motivos para pensar em desistir
Entre os que cogitaram abandonar a carreira, os principais motivos foram:
- 25% – falta de crescimento;
- 23% – rendimento financeiro insuficiente;
- 17% – perda de motivação;
- 16% – rotina demasiadamente longa;
- 11% – esgotamento criativo.
A situação é ainda mais acentuada entre os criadores da Geração Z: 55% deles consideraram parar nos últimos 12 meses.
Desafios para 2026
O conteúdo gerado por inteligência artificial aparece como a principal preocupação para os próximos anos, seguido pela dificuldade de se destacar em feeds saturados, construir comunidades engajadas e garantir parcerias estáveis.
Metodologia
A pesquisa ouviu 2.028 pessoas em nível mundial, sendo 1.000 criadores e 1.028 consumidores diários de redes sociais. O estudo trabalha com nível de confiança de 95% e margem de erro de aproximadamente 2%.
Informações sobre condições de trabalho no Brasil podem ser consultadas no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que reúne dados oficiais sobre ocupação e rendimento.
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Fique atento às futuras atualizações e compartilhe esta reportagem com quem acompanha o universo dos criadores de conteúdo.
Com informações de G1
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