O MPF divulgou documentos da Polícia Científica sobre mortes de felinos no campus da universidade, com fotos sensíveis ocultadas para preservar a dignidade. A medida visa aumentar a transparência e frear a desinformação.
O Ministério Público Federal (MPF) torna públicos os laudos periciais feitos pela Polícia Científica sobre as mortes de felinos ocorridas no Campus de São Cristóvão da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Essa ação tem como objetivo garantir a transparência dos dados e permitir que a comunidade tenha acesso às provas técnicas, além de combater a desinformação que gerou desconfiança entre os membros da academia.
Os documentos foram disponibilizados com fotografias sensíveis ocultadas, a fim de preservar a dignidade das informações. Os laudos detalham, de forma minuciosa, os achados periciais, as lesões encontradas, as causas das mortes e as conclusões dos peritos responsáveis pelos exames.
Durante as investigações, um exame pericial particular realizado por um grupo de protetores independentes apresentou conclusões que coincidem com os laudos da Polícia Científica estadual, reforçando a credibilidade das informações agora acessíveis à sociedade.
“A divulgação desses laudos não atende apenas ao dever de prestar contas à sociedade, mas serve para dar respaldo científico às apurações e orientar as decisões da administração universitária”, afirmou um procurador da República. “Queremos que estudantes, docentes e protetores tenham acesso direto aos fatos e se unam ao MPF e à UFS na construção e no aperfeiçoamento contínuo das medidas de proteção e manejo ético dos animais no campus”, completou.
A apuração criminal sobre os fatos continua a ser conduzida pela Delegacia Especializada de Proteção Animal e Meio Ambiente (Depama), com o suporte técnico da Polícia Científica. O MPF atua na esfera cível, focando na fiscalização do cumprimento do acordo judicial firmado com a UFS para a implementação de medidas estruturais de proteção e manejo ético da fauna no campus.
A fiscalização inclui investigações sobre um histórico recente de óbitos, que relata mais de dez mortes de felinos em um único fim de semana e, pelo menos, 46 mortes de animais comunitários entre setembro de 2025 e junho de 2026.
Entre as ações preventivas propostas pelo MPF à universidade, destaca-se a sugestão de um projeto-piloto de videomonitoramento com armazenamento em nuvem em áreas onde ocorrem mais óbitos. Esse sistema visa ajudar a identificar as causas das mortes, inibir a ação humana e controlar a entrada irregular de predadores.
Além disso, o MPF solicitou que o município de São Cristóvão atue nos arredores do campus com campanhas de conscientização, guarda responsável e combate ao abandono, enfatizando que a gestão ética da fauna deve ir além dos limites físicos da universidade.
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