Na segunda (27), equipe do MPT-SE esteve na Casa de Passagem Estadual, no bairro São José, para avaliar serviços de acolhimento. O grupo foi liderado pelo procurador Adroaldo Bispo e contou com Evânia Andrade.
O Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) realizou, na última segunda-feira (27), uma visita à Casa de Passagem Estadual, situada na Travessa Adolfo Rollemberg, no Bairro São José, em Aracaju. Esta visita encerra uma série de inspeções feitas por representantes do MPT a unidades de acolhimento no estado, que foram realizadas nos últimos meses.
A equipe do MPT foi composta pelo procurador do Trabalho e coordenador do Projeto Caminhos para a Dignidade, Adroaldo Bispo, e por Evânia Andrade, presidente da Associação Cirineus e coordenadora do Projeto Banho para Todos, entre outros. Eles foram recebidos por representantes da Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), incluindo a diretora de Assistência Social, Allana Matos, e a superintendente de Assistência Social, Viviane Reis, além de profissionais da Casa de Passagem.
Durante a visita, Adroaldo Bispo destacou a importância de compreender o funcionamento das unidades de acolhimento para desenvolver estratégias conjuntas que visem a melhoria da qualidade de vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.
“Percebemos que não basta apenas ofertar um serviço de assistência. É preciso um acompanhamento mais amplo, com foco na qualificação e empregabilidade. O papel do MPT tem sido verificar se esses serviços fornecidos pelas diversas instituições se comunicam entre si e buscar alternativas para formar, efetivamente, uma rede de apoio às pessoas em vulnerabilidade, para que, juntos, possamos mudar a vida de cada um”, afirmou o procurador.
A Casa de Passagem Estadual tem capacidade para acolher até 35 pessoas, entre homens e mulheres que estejam em situação de rua, provenientes de qualquer município de Sergipe, exceto Aracaju, assim como indivíduos de outros estados ou países. Atualmente, a unidade abriga 22 pessoas, oferecendo abrigo temporário, assistência psicossocial, orientações, escuta qualificada, encaminhamentos para a rede pública intersetorial, além de três refeições diárias e lanches todos os dias da semana.
Viviane Reis, superintendente de Assistência Social da Seasic, detalhou como o serviço é prestado na Casa de Passagem.
“A Casa de Passagem oferta um serviço socioassistencial com um acolhimento provisório de até 90 dias. Contudo, não significa, necessariamente, que desligamos os assistidos que ultrapassam esse período. Nós precisamos garantir a inserção dessas pessoas nos benefícios socioassistenciais, nas políticas públicas e nos conectamos com o município, estado ou país de origem de cada assistido para providenciar o retorno ao seu local”, complementou a superintendente.
Desde março, o MPT-SE tem promovido visitas a diversas casas de passagem e unidades de assistência, com o objetivo de entender melhor a estrutura e funcionamento desses serviços, já tendo conhecido a Casa de Passagem Freitas Brandão, Acolher, Centro Pop e Fazenda da Esperança.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.







