Israel deflagrou uma ofensiva aérea contra Teerã no sexto dia de confrontos no Oriente Médio, alegando ter atingido instalações ligadas às autoridades iranianas. Em resposta, mísseis disparados do Irã acionaram sirenes em várias cidades israelenses e levaram milhares de pessoas a buscar abrigos antiaéreos.
Nesta quinta-feira (5), o Sri Lanka iniciou o resgate de 208 tripulantes de um navio iraniano que chegou à sua costa. A operação foi descrita por porta-voz local como uma medida para salvar vidas, um dia após um submarino norte-americano ter afundado um navio de guerra do Irã ao sul do país, provocando ao menos 87 mortes.
Também nesta quinta, a Guarda Revolucionária informou ter atingido um petroleiro dos Estados Unidos no norte do Golfo Pérsico, deixando a embarcação em chamas. Segundo comunicado veiculado pela mídia estatal, a travessia pelo Estreito de Ormuz permanece sob controle iraniano. Em outra frente, um míssil iraniano foi interceptado antes de alcançar uma base dos EUA no Catar.
Impasse para um cessar-fogo
Para o professor de Relações Internacionais Roberto Goulart Menezes, da Universidade de Brasília (UnB), não há qualquer negociação em andamento para interromper as hostilidades. Ele ressalta a ausência de deliberação do Conselho de Segurança da ONU e nota que aliados tradicionais de Washington evitam se envolver diretamente, questionando a legitimidade dos ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel sem aval internacional nem do Congresso norte-americano.
Trump comenta sucessão iraniana
Em entrevista à Reuters, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou considerar Mojtaba Khamenei, filho do falecido aiatolá Ali Khamenei, “uma escolha improvável” para a liderança suprema do Irã. Trump afirmou querer participar da definição do próximo líder iraniano, posição rejeitada publicamente por Teerã. Segundo o professor Menezes, o país persa descarta qualquer negociação com Washington sobre o tema.
Ministro israelense fala em plano de assassinato
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o assassinato do aiatolá Ali Khamenei foi planejado em novembro do ano passado, quando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu traçou a meta de “eliminar” o líder iraniano.
Contexto regional: embora o conflito ocorra longe de Sergipe, variações nos preços internacionais do petróleo costumam impactar o custo de combustíveis e o transporte no estado, assunto que segue sob acompanhamento do setor produtivo local.
Fonte: Agência Brasil
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