O Nubank anunciou HOJE, segunda-feira (20), que firmou um acordo para comprar o Banco Porto Real de Investimentos S/A, instituição fundada em 1992 no Rio de Janeiro e especializada na concessão de crédito para clientes de atacado. A transação representa mais um passo da fintech na estratégia de ampliar sua presença no sistema financeiro tradicional.
De acordo com o comunicado encaminhado pelo Nubank, a conclusão do negócio ainda depende do aval do Banco Central. Caso seja aprovado, o processo garantirá ao banco digital uma nova licença bancária, considerada peça-chave para diversificar produtos, fortalecer a estrutura de crédito e avançar em segmentos onde hoje predominam os chamados “bancões”.
“O Brasil é onde o Nubank nasceu, cresceu e provou que serviços financeiros mais justos e simples são possíveis em escala. Vamos continuar impulsionando a transformação do setor”, declarou David Vélez, fundador e CEO global da companhia.
A compra do Banco Porto Real chega pouco tempo depois de o Nubank oficializar, em março, sua filiação à Febraban (Federação Brasileira de Bancos). A entrada na principal entidade representativa do setor bancário reforça o movimento de consolidação da fintech, que começou oferecendo apenas um cartão de crédito sem anuidade e, hoje, opera conta digital, investimentos, seguros e empréstimos pessoais.
Embora a instituição financeira carioca seja de porte reduzido quando comparada às gigantes do mercado, sua carteira de operações de crédito a clientes corporativos e o know-how regulatório podem acelerar a expansão do Nubank em linhas de financiamento mais complexas, inclusive para empresas de médio e grande porte.
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Especialistas apontam que o novo licenciamento facilitará o acesso do banco digital a depósitos compulsórios e novas fontes de captação, reduzindo custos de funding. Com isso, a expectativa da fintech é oferecer taxas mais competitivas e ampliar a base de clientes, que já ultrapassa 90 milhões de usuários na América Latina, sendo a vasta maioria no Brasil.
Para Sergipe, a eventual aprovação da operação pelo Banco Central tende a aumentar a oferta de produtos do Nubank para micro e pequenos empreendedores locais, segmento que historicamente enfrenta barreiras de crédito nos grandes bancos. Analistas regionais observam que, ao incorporar a estrutura do Banco Porto Real, o Nubank terá mais autonomia para criar linhas específicas de capital de giro, algo de interesse direto para quem atua no comércio de Aracaju e no interior sergipano.
A fintech informou que não divulgará o valor da negociação até a conclusão das etapas regulatórias. Já o Banco Porto Real, que mantém escritórios no Rio de Janeiro e em São Paulo, continuará operando normalmente até a efetivação da transferência de controle.
Nos próximos meses, a autoridade monetária analisará aspectos como composição societária, solidez de capital e plano de continuidade de negócios. Enquanto isso, consumidores não sentirão alterações imediatas nos serviços atuais do Nubank, que permanecem disponíveis no aplicativo.
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