ARACAJU/SE – Profissionais de diversos municípios lotaram a Oficina Presencial do Telenordeste, realizada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta quarta-feira, 25. A meta é simples, porém urgente: usar a telessaúde para encurtar o caminho entre a Atenção Primária e o especialista, derrubando filas e acelerando diagnósticos em Sergipe.
- Em resumo: capacitação coloca a plataforma Telenordeste no centro da rotina das Unidades Básicas e promete atendimento especializado sem deslocamentos.
Como a plataforma acelera consultas
Durante dois dias, quatro oficinas promovem aprendizagem ativa e alinhamento de práticas. A proposta é que médicos, enfermeiros e gestores passem a acionar o Telenordeste sempre que identificarem casos que exigem avaliação especializada. Segundo o Ministério da Saúde, iniciativas de teleconsultoria já cortam custos e tempo de espera em vários estados (confira dados oficiais).
No fluxo apresentado, a UBS envia o caso pela plataforma; o contato pode ser síncrono, em tempo real, ou assíncrono, por troca de mensagens. Quando o problema é resolvido na própria Atenção Primária, o paciente evita viagens, economiza e recebe orientação sem sair do território.
“Quando o profissional domina a ferramenta, ganhamos agilidade e segurança. A fila por especialistas diminui sensivelmente”, afirmou Rayssa Didou, referência técnica do Telenordeste na Diretoria de Atenção Primária.
O que muda para pacientes e equipes
Além de qualificar a equipe, a oficina mira no engajamento contínuo, já que a rotatividade na APS costuma frear projetos digitais. Para André Martins, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a parceria com a Funesa mantém o Telenordeste vivo na rotina dos postos de saúde e amplia o acesso do usuário a serviços de alta complexidade.
A médica Vívian Maria Santos, de Siriri, ilustra o ganho real: “Percebemos na prática como o tempo de espera cai. O paciente é orientado e participa de todo o processo, o que humaniza e dá segurança”.
Ao integrar telessaúde ao dia a dia, a SES-SE espera reduzir encaminhamentos presenciais, cortar custos de transporte e tornar o cuidado mais resolutivo – pontos que pesam no orçamento municipal e na qualidade do serviço prestado ao cidadão.
Crédito da imagem: Divulgação / Funesa
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