O estado aumentou o subsídio ao transporte metropolitano para R$ 15 milhões em 2025. Quem usa ônibus entre Aracaju, Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros pode esperar melhorias no serviço.
O transporte coletivo que circula entre Aracaju, Barra dos Coqueiros, São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro vem recebendo atenção extra do Governo de Sergipe. A gestão estadual, liderada por Fábio Mitidieri, tem ampliado de forma consistente o volume de recursos destinados ao sistema metropolitano, numa tentativa de melhorar a qualidade do serviço oferecido à população e reduzir os custos de operação.
Segundo dados oficiais, o apoio financeiro direto começou com um aporte anual de R$ 10 milhões. Esse valor inicial foi revisto e passou a R$ 15 milhões por ano em 2025, primeiro ano do mandato da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa. A medida, de acordo com técnicos do setor, ajuda as operadoras a manterem a frota circulante, cobrirem despesas com manutenção e evitarem reajustes mais altos na tarifa cobrada ao passageiro.
Além do subsídio em dinheiro, o governo estadual anunciou a isenção do Diferencial de Alíquota (Difal) para a compra de novos veículos. O benefício, que representa cerca de R$ 50 mil por ônibus, tem o objetivo de incentivar as empresas a renovar a frota, oferecendo coletivos mais modernos, confortáveis e acessíveis. A expectativa é que, com veículos mais novos, haja menor consumo de combustível e redução nos custos de manutenção.
Outra frente em curso envolve a adesão de Sergipe ao programa federal de subvenção econômica do óleo diesel. A iniciativa resultou em renúncia fiscal estimada em R$ 12 milhões e busca aliviar a pressão dos combustíveis sobre o orçamento das empresas, responsável por parcela significativa das despesas operacionais.
O conjunto de isenções concedidas nos últimos três anos equivale, em valor, a nove ônibus elétricos tomando como referência os preços praticados pela Prefeitura de Aracaju. Essa comparação é usada por gestores para ilustrar o tamanho do investimento indireto feito na rede metropolitana.
Especialistas em mobilidade urbana avaliam que a estratégia pode contribuir para tornar o sistema mais sustentável a médio prazo. A modernização da frota, aliada ao controle de custos operacionais, tende a refletir em maior regularidade de horários, menor quebra de veículos e, consequentemente, melhor experiência para quem depende diariamente do transporte público.
Para muitos usuários, a conta final é simples: menos atrasos, mais conforto e tarifas controladas significam um trajeto diário menos exaustivo. A gestão estadual mantém a meta de preservar o equilíbrio financeiro do sistema, garantindo a continuidade das operações e assegurando que o passageiro tenha acesso a um serviço digno.
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