Sergipe consolidou-se, em 2025, como o estado brasileiro que proporcionalmente mais realizou cirurgias bariátricas e mamárias pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O avanço é resultado direto do programa Opera Sergipe, política pública criada em julho de 2023 pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Dados oficiais do Ministério da Saúde revelam que, no último ano, foram registradas 21,38 cirurgias bariátricas e 16,14 cirurgias mamárias a cada 100 mil habitantes. Em números absolutos, foram 830 procedimentos somados em uma população de pouco mais de 2,2 milhões de pessoas. O desempenho mantém Sergipe no topo do ranking nacional, superando unidades federativas tradicionalmente mais populosas e com maior rede hospitalar.
Desde o início do Opera Sergipe, mais de 60 mil cirurgias eletivas foram executadas, contemplando atualmente 34 tipos de procedimentos. Somente na especialidade bariátrica, o programa contabilizou 400 intervenções em 2025 e chegou a 584 cirurgias até fevereiro de 2026, quando se encerrou o primeiro ano da segunda fase.
A agenda cirúrgica ampliada reflete-se na vida de quem aguardava por uma oportunidade no SUS. O pescador Gleferson José Farias, 44 anos, passou pela bariátrica no Hospital de Urgências de Sergipe e descreveu a experiência como um recomeço:
“Primeiro, agradeço a Deus e também ao Governo do Estado por essa oportunidade. Meu objetivo agora é recuperar minha qualidade de vida, voltar a praticar esportes, jogar bola, correr e retomar minha rotina. E amanhã, 28/05, completo 45 anos. Posso dizer que estou recebendo o melhor presente da minha vida”.
Outro caso que ilustra a agilidade do programa é o da estudante de Direito Ana Clara, 20 anos. Ela relatou que o intervalo entre a primeira consulta e a mesa cirúrgica foi de pouco mais de 30 dias:
“No mês passado, fui chamada para a consulta e, pouco mais de um mês depois, já estava sendo convocada para a cirurgia. Assim que fui avaliada, fui aprovada, e tudo aconteceu de forma bem ágil”.
O Opera Sergipe foi estruturado em etapas. A primeira concentrou esforços em procedimentos de média complexidade, como histerectomias, hernioplastias e colecistectomias. Em março de 2025, teve início a segunda fase, que incluiu cirurgias de alta complexidade: bariátricas, mamoplastias redutoras e reconstrutoras, tratamento de endometriose, além de intervenções urológicas e ortopédicas via videoartroscopia.
Com ações coordenadas em todos os 75 municípios, o Governo do Estado afirma ter reduzido filas históricas e ampliado o acesso da população à saúde especializada. A expectativa da SES é alcançar 80 mil cirurgias eletivas até dezembro de 2026, mantendo o Estado na liderança nacional em resolutividade do SUS.


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