A DRCC do Depatri prendeu seis suspeitos que aplicavam golpes contra correntistas sergipanos na segunda (10). Parte do grupo veio de outros estados; em cerca de uma semana policiais identificaram os envolvidos.
A Polícia Civil de Sergipe prendeu seis pessoas investigadas por integrar um grupo especializado em fraudes bancárias contra correntistas sergipanos. As prisões aconteceram nesta segunda-feira, 10, durante a Operação Armadilha Digital, realizada pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), que faz parte do Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri).
A investigação teve início com informações sobre a atuação do grupo, que incluía indivíduos de outros estados que se deslocaram para Sergipe para praticar os crimes. Em cerca de uma semana, os policiais conseguiram identificar os suspeitos, localizar imóveis utilizados nas fraudes e reunir elementos que fundamentaram a solicitação de mandados de busca e apreensão.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os investigadores encontraram uma estrutura que funcionava como uma falsa central bancária. O local continha dezenas de aparelhos celulares, computadores e diversos outros equipamentos eletrônicos. O delegado Érico Xavier, que lidera a DRCC, informou que as estimativas preliminares indicam que cerca de 150 pessoas foram vítimas do grupo apenas no mês de junho, em diversas regiões do estado.
Em uma análise inicial de um dos dispositivos apreendidos, a perícia encontrou uma conversa em que um dos integrantes do grupo mencionou a subtração de R$ 315 mil das vítimas durante o período investigado. As autoridades ainda buscam quantificar o prejuízo total causado pelos crimes.
A Polícia Científica foi chamada a participar da operação para realizar a análise dos materiais apreendidos. Os exames preliminares identificaram elementos que, conforme a investigação, corroboram as informações já levantadas sobre o funcionamento do esquema fraudulento.
“Encontramos uma verdadeira estrutura de falsa central bancária montada para a prática dessas fraudes, com dezenas de aparelhos celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos”, afirmou o delegado Érico Xavier.
Com as prisões e apreensões realizadas, a investigação avança para uma nova fase. Essa etapa inclui a análise dos equipamentos, a identificação e individualização das vítimas, o dimensionamento dos prejuízos e a apuração da possível participação de outros envolvidos no esquema.
O delegado André Baronto, responsável pelo Depatri, explicou como funciona o golpe. Segundo ele, a fraude inicia com anúncios falsos em redes sociais, principalmente com ofertas de crédito fácil e antecipado. As vítimas são direcionadas para conversas por aplicativos de mensagens, onde os criminosos utilizam sistemas automatizados para simular um atendimento bancário.
No contato, são solicitados dados pessoais, como o CPF, e posteriormente é enviado um link que leva a uma página falsa, semelhante à do banco. Os golpistas tentam obter as credenciais de acesso à conta, como login e senha. Após isso, tentam cadastrar um novo dispositivo para acessar a conta bancária. Para finalizar o procedimento, a vítima recebe um código de confirmação por SMS e, acreditando que é necessário para a liberação do crédito, acaba repassando o código aos criminosos, que então conseguem acessar a conta.
A Polícia Civil alerta a população para não fornecer códigos de confirmação recebidos por SMS ou aplicativos de mensagens, nem informar senhas ou credenciais bancárias a terceiros. Também é recomendável evitar links enviados por contatos desconhecidos e anúncios que ofereçam crédito com condições excessivamente facilitadas. Em caso de dúvidas, o ideal é procurar diretamente os canais oficiais da instituição financeira.
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