O quadro político de Sergipe para a eleição de 2026 mostra uma oposição ainda pulverizada, enquanto o governador Fábio Mitidieri (PSD) consolida apoios e reforça a máquina administrativa. Nomes como o ex-senador Eduardo Amorim (PSDB), o ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) e o vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques (Cidadania), aparecem como possíveis líderes do campo oposicionista, mas a falta de consenso sobre quem deve encabeçar o projeto continua sendo o principal entrave.
Mitidieri admite a força de Nogueira na capital – primeiro colocado em pesquisas internas, segundo o governador – e aposta na boa relação com prefeitos para ampliar alianças. Sobre o senador Rogério Carvalho (PT), o chefe do Executivo diz manter diálogo aberto para construir a campanha de Lula no estado.
Movimentações na oposição
Entre os oposicionistas, Eduardo Amorim carrega experiência e base interiorana, mas também o histórico de derrotas recentes. Ricardo Marques, por sua vez, recebe apoio indireto do ex-prefeito de Itabaiana Valmir de Francisquinho (PL), o que pode atrair eleitores descontentes.
O senador Alessandro Vieira (MDB) afirma que apresentará resultados do mandato para buscar a renovação de seu voto em 2026. Já o deputado federal Thiago de Joaldo (PP) declara-se pré-candidato tanto ao Governo do Estado quanto à Câmara dos Deputados e promete definição até março.
Trocas de legendas e disputas internas
Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Neto Batalha (Avante) decidiu não buscar a reeleição para abrir espaço ao pai, o ex-prefeito de São Cristóvão Armando Batalha, que disputará vaga no parlamento estadual.
No Partido Liberal, o deputado federal Rodrigo Valadares (União) diz não enxergar dificuldade para reestruturar a sigla em Sergipe e planeja a eleição de dois federais e quatro estaduais, além de anunciar sua própria candidatura ao Senado. A movimentação é acompanhada de rumores sobre descontentamento da vereadora Moana Valadares, presidente estadual do PL, que teria ameaçado “contar tudo” sobre mudanças no comando partidário.
O advogado Adir Machado, também filiado ao PL, avalia que a legenda permanece forte graças ao Fundo Partidário, mas critica a condução política nacional e regional, adiantando que pretende se desfiliar no início de 2026.
Novos rumos de outras siglas
O deputado Marcos Franco (MDB) revelou convite para que o deputado Gustinho Ribeiro migre ao MDB. Como Gustinho já se filiou ao PP, Franco avalia as opções PSD, PSB ou União Brasil para abrigar postulantes a deputado federal em 2026.
No Cidadania, o deputado estadual Georgeo Passos prevê que Roberto Freire assumirá a presidência nacional apenas temporariamente. O vice-prefeito Ricardo Marques defende que Freire pode unir a sigla.
Violência contra mulheres em debate
O assassinato da jovem Rihanna Alves, de 18 anos, gerou reação de parlamentares. A deputada estadual Linda Brasil (Psol) classificou o caso como reflexo da naturalização da violência, enquanto o senador Rogério Carvalho (PT) cobrou políticas públicas para conter feminicídios e outras agressões.
Com o relógio eleitoral em contagem regressiva, a oposição sergipana tenta definir liderança e discurso únicos para evitar a dispersão de candidaturas e enfrentar a vantagem estrutural do atual governo em 2026.
Dados sobre filiações partidárias podem ser consultados no banco de estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Com informações de FaxAju
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