As micro e pequenas empresas (MPEs) seguem como a principal porta de entrada no mercado de trabalho formal sergipano. De acordo com o estudo Panorama Geral do Emprego Formal no Brasil, elaborado pelo Sebrae a partir da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) entre 2022 e 2024, elas concentram 55% de todos os vínculos com carteira assinada existentes no estado. O percentual supera o das médias e grandes empresas (MGEs), que reúnem 45% dos postos de trabalho.
O levantamento avalia o comportamento do emprego formal em todo o país e chama atenção para a força dos pequenos negócios na geração de renda. Em Sergipe, o resultado reforça uma realidade já sentida nos 75 municípios: padarias, mercadinhos de bairro, ateliês de costura, salões de beleza, bares e restaurantes empregam não apenas familiares, mas também vizinhos e novos profissionais em busca do primeiro emprego.
“Os pequenos negócios têm um papel estratégico na economia sergipana porque estão presentes em praticamente todos os municípios e em diversos segmentos produtivos. Quando observamos que mais da metade dos empregos formais do estado é gerada pelas micro e pequenas empresas, fica evidente que fortalecer esse público significa ampliar oportunidades de trabalho, movimentar a economia local e promover desenvolvimento”, destaca o superintendente do Sebrae Sergipe, Christiano Lebre.
O estudo mostra ainda que, no cenário nacional, as MPEs mantêm 19,8 milhões dos 39,4 milhões de vínculos registrados em 2024. A marca supera ligeiramente a das MGEs, responsáveis por 19,5 milhões de contratos. Assim como em Sergipe, Comércio e Serviços lideram o volume de contratações, com 73,5% dos vínculos nas MPEs brasileiras.
Dentro desse universo, dez atividades concentram 21,9% dos empregos. Restaurantes e similares aparecem no topo, com 721.190 vínculos ativos – 3,6% do total nacional –, surgindo como principais empregadores em 13 estados e no Distrito Federal. Logo depois figuram o comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios, além das farmácias e drogarias sem manipulação de fórmulas, confirmando a relevância do varejo para o mercado de trabalho.
A pesquisa também mapeia o perfil de quem ocupa essas vagas. Nos pequenos negócios, 80,4% dos postos formais ocupados por mulheres estão nos setores de Serviços e Comércio. Entre os homens, a maior fatia encontra-se em Serviços (37,5%), seguida pela Indústria (25,8%) e pelo Comércio (24,3%).
Em Sergipe, os números servem de alerta para gestores públicos e privados que buscam políticas de incentivo fiscal, qualificação profissional e acesso a crédito. Para especialistas, direcionar investimentos às micro e pequenas empresas pode resultar em expansão da base de empregos, maior circulação de renda nos bairros e, consequentemente, reforço da arrecadação municipal e estadual.
O Sebrae informa que continuará ofertando programas de capacitação, consultorias e linhas de financiamento voltadas a inovação, gestão e marketing. A expectativa é de que essas iniciativas mantenham o ritmo de criação de vagas e melhorem a competitividade dos pequenos negócios sergipanos até 2024 e além.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








