No 1º semestre de 2026, Sergipe movimentou R$38,81 bilhões via PIX, alta de 33,72% sobre 2025. O estado ficou em 9º lugar no país e 3º no Nordeste, segundo Banco Central e Fecomércio-SE.
No primeiro semestre de 2026, o volume financeiro movimentado via PIX em Sergipe atingiu R$ 38,81 bilhões, representando um crescimento de 33,72% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse desempenho coloca o estado na 9ª posição em crescimento em todo o Brasil e na 3ª posição no Nordeste, conforme dados do Banco Central analisados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio-SE).
O avanço do uso do PIX reflete a crescente digitalização das transações financeiras no estado. Apenas em junho de 2026, foram movimentados R$ 6,26 bilhões, um aumento em relação aos R$ 5,39 bilhões do mesmo mês de 2025, o que representa um crescimento de 16,23%, equivalente a cerca de R$ 874 milhões a mais em circulação em um único mês.
Em termos de destaque nacional, Sergipe se posiciona como um dos estados que mais crescem no uso do PIX. No acumulado do primeiro semestre, ocupa a 9ª posição em crescimento do volume financeiro via PIX no Brasil e a 3ª no Nordeste, ficando atrás apenas da Paraíba e do Piauí. Esse resultado é um reflexo do fortalecimento das atividades comerciais, de serviços e do turismo na região.
O presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac de Sergipe, Marcos Andrade, ressaltou que o desempenho é um indicativo de uma economia mais dinâmica e a consolidação dos meios digitais.
“O PIX revolucionou a forma como consumidores e empresas realizam suas operações financeiras. Hoje, ele se tornou um importante termômetro da economia, permitindo acompanhar, praticamente em tempo real, o comportamento do consumo e da circulação de renda. O crescimento registrado em Sergipe demonstra que nossa atividade econômica permanece aquecida, com empresas mais competitivas, maior eficiência nas transações comerciais e consumidores cada vez mais inseridos na economia digital”, afirmou.
De acordo com um levantamento realizado pela Fecomércio-SE, a movimentação média mensal no semestre foi de aproximadamente R$ 6,47 bilhões. Se o ritmo atual for mantido, a projeção é de que o estado encerre 2026 com cerca de R$ 77,62 bilhões movimentados via PIX, o que indicaria um crescimento de 24,67% em relação a 2025, quando foram registrados R$ 62,26 bilhões.
O economista Marcio Rocha destacou que o PIX já se consolidou como um dos principais indicadores de curto prazo da atividade econômica.
“O crescimento de 33,72% observado no primeiro semestre evidencia uma economia mais dinâmica, com maior velocidade na circulação de recursos e ampliação das transações eletrônicas entre empresas e consumidores. Embora parte dessa expansão seja influenciada pelo aumento nominal dos preços, a intensidade do crescimento demonstra um efetivo fortalecimento da atividade econômica. Além disso, a projeção para o encerramento do ano tende a ser conservadora, já que o segundo semestre concentra períodos tradicionalmente mais fortes para o comércio, como Black Friday, Natal, pagamento do décimo terceiro salário e o incremento do turismo, fatores que podem elevar ainda mais o volume financeiro movimentado pelo PIX”, finalizou.
O estudo da Fecomércio-SE indica que o PIX deixou de ser apenas um meio de pagamento e se firmou como um indicador relevante da atividade econômica. Em Sergipe, o avanço consistente das movimentações reforça a digitalização da economia e aponta para a possibilidade de um novo recorde histórico de circulação financeira em 2026.
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