Em Umbaúba, buscas encontraram cópias de títulos eleitorais e comprovantes de residência organizados por nome e zona. A polícia recolheu os documentos após denúncia de envelopes com dinheiro e material de campanha.
Uma investigação conduzida em Umbaúba, no Sul de Sergipe, resultou na apreensão de uma pasta contendo cópias de títulos eleitorais e comprovantes de residência de diversos eleitores. O material foi localizado durante buscas realizadas após uma denúncia que apontava para a suposta distribuição de dinheiro em envelopes acompanhados de material de campanha.
De acordo com as informações divulgadas, a suspeita de compra de votos mobilizou equipes que recolheram a documentação para análise. A pasta, segundo os investigadores, estava organizada por nomes e zonas eleitorais, o que reforçou a suspeita de um esquema voltado a influenciar o resultado das urnas no município.
Três pessoas foram levadas à delegacia da região para prestar esclarecimentos.
Segundo a Polícia Civil, elas permaneceram em silêncio durante o interrogatório e foram liberadas em seguida, na forma prevista pela legislação.
Não houve prisão em flagrante, mas o conteúdo do material apreendido será periciado.
A Polícia Civil informou que o inquérito deverá ser encaminhado à Polícia Federal, órgão responsável por apurar crimes eleitorais, tão logo a primeira etapa de diligências seja concluída. Ao chegar à esfera federal, as investigações poderão incluir a quebra de sigilo telefônico e bancário dos envolvidos, caso o Judiciário autorize, além da oitiva de eleitores cujos documentos foram encontrados.
O Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe acompanha a situação e poderá adotar medidas preventivas em Umbaúba, como intensificar ações de fiscalização no período que antecede o pleito. A legislação brasileira prevê punições que variam de multa à cassação de registro ou diploma em casos de compra de votos, além de sanções penais que podem chegar a quatro anos de reclusão.
Moradores ouvidos pela reportagem relataram preocupação com o impacto de práticas ilícitas no processo democrático local. Alguns disseram temer a coação de eleitores mais vulneráveis economicamente; outros pediram maior presença das autoridades nestes últimos dias de campanha. A polícia orienta quem tiver informações adicionais a procurar a delegacia da cidade ou utilizar os canais de denúncia anônima.
O caso permanece em investigação e novas diligências não estão descartadas. Se confirmada a compra de votos, os envolvidos podem responder por corrupção eleitoral e associação criminosa, além de outras infrações eventualmente identificadas.
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