A Polícia Civil de Sergipe, por meio da Delegacia de Proteção Animal e Meio Ambiente (Depama), com o apoio da Delegacia Regional de Estância, desarticulou, na manhã de segunda-feira (13), um canil clandestino localizado na zona rural de Estância. Durante a operação, um homem de 47 anos foi preso em flagrante pelo crime de maus-tratos a animais.
A ação foi desencadeada após uma denúncia anônima recebida pela Polícia Civil. A partir das informações, a equipe da Depama realizou diligências para apurar os fatos e constatou a existência de um canil clandestino destinado à criação e comercialização de cães das raças Yorkshire e Border Collie.
No sítio alvo da operação, os policiais encontraram cinco cães da raça Yorkshire, nove Border Collie e um Cane Corso. As equipes constataram que os animais eram mantidos sem alimentação adequada, sem acesso à água potável e em um ambiente com grande acúmulo de fezes e urina, apresentando sinais de debilidade física.
Durante as diligências, o responsável pelo canil foi localizado e preso em flagrante em sua residência, situada no Centro de Estância. No imóvel, os policiais resgataram outros sete cães da raça Yorkshire, incluindo filhotes. O ambiente apresentava condições insalubres, com acúmulo de fezes e urina, o que reforçou a gravidade da situação.
De acordo com o delegado Hugo Leonardo, as investigações apontaram que os filhotes eram comercializados por meio de redes sociais.
Ao todo, 22 cães foram resgatados durante a operação. Os animais foram encaminhados inicialmente à Delegacia Especial de Proteção Animal e Meio Ambiente (Depama) e, em seguida, serão destinados a organizações não governamentais como Bando de Bichos, Projeto Thundercats e Pet Aju Animal, onde receberão atendimento veterinário, tratamento e os cuidados necessários. Após a recuperação, os cães estarão aptos à adoção responsável.
A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população no combate aos crimes de maus-tratos contra animais. Informações podem ser repassadas, de forma anônima, pelo Disque-Denúncia 181.
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