Hoje começou a entrega dos aparelhos recuperados pela operação; os celulares foram rastreados até receptadores locais e revendedores de outros estados. O delegado Thiago Leandro diz que a ação avança no combate aos crimes.
HOJE, 1º de setembro, a Polícia Civil de Sergipe iniciou a entrega de aproximadamente 700 celulares que foram recuperados durante a Operação Última Chamada, ação integrada ao programa nacional coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Os aparelhos haviam sido roubados ou furtados em diferentes cidades sergipanas e foram localizados ao longo dos últimos meses em investigações que rastrearam desde receptadores locais até revendedores de outros estados.
O delegado-geral Thiago Leandro afirma que a devolução dos telefones representa um passo essencial no enfrentamento aos crimes patrimoniais:
“Não se trata apenas da identificação dos autores, mas também de uma parte fundamental, que é restituir o bem à vítima, que teve um prejuízo financeiro e até mesmo um abalo emocional. Hoje, concretizamos a devolução dos aparelhos de telefonia móvel aos seus legítimos proprietários. Sergipe foi um dos estados que mais recuperou celulares em todo o país”.
Segundo a Polícia Civil, a operação combinou o cruzamento de dados de IMEI com mandados de busca, blitze em pontos de comércio informal e cooperação com plataformas digitais de venda. A delegada Luciana Pereira destaca que o número expressivo de recuperações coloca Sergipe entre os destaques nacionais:
“Com certeza, a gente está muito feliz porque conseguimos recuperar mais de 700 aparelhos. O celular guarda lembranças, memórias e informações pessoais. Quando você perde um celular, perde também tudo aquilo que está ali dentro. Ficamos muito felizes em poder devolver esse bem às vítimas”.
Ela reforça que qualquer pessoa que ainda não localizou o aparelho deve manter o boletim de ocorrência atualizado. A corporação orienta que, para retirar o telefone, o proprietário apresente documento de identidade, nota fiscal ou outro comprovante de propriedade na Academia de Polícia (Acadepol), em Aracaju.
Para muitas vítimas, a convocação chegou por telefone ou mensagem de texto. A aposentada Gedalva Ramos, que teve o aparelho levado há pouco mais de um ano, relata a surpresa:
“Faz um ano e três meses que fui roubada. Eu não esperava recuperar o celular. Foi um presente da minha filha, então tem um valor muito especial para mim. Estou muito feliz e emocionada”.
Experiência semelhante viveu o autônomo Hélio Santos, que teve o telefone roubado em 2021:
“Quando recebi a comunicação, achei que poderia ser algum golpe. Depois vi que não pedia Pix nem pagamento e informava a entrega na Acadepol. Fiquei mais tranquilo. Estou feliz com a recuperação”.
De acordo com Luciana Pereira, a etapa de restituição continuará ao longo das próximas semanas, paralelamente às diligências para identificar novos receptadores e integrantes de quadrilhas especializadas. Ela acrescenta que, em alguns casos, o aparelho é rastreado fora do estado, o que exige articulação interestadual para apreensão e envio a Sergipe.
A Operação Última Chamada segue em curso, e a Polícia Civil reforça a importância de registrar boletim de ocorrência tão logo o crime ocorra. O órgão informa também que mantém canais online para consulta da situação do aparelho pelo número de IMEI, ampliando a transparência do processo.
Com a devolução iniciada HOJE, cerca de 700 sergipanos recuperam não apenas o dispositivo, mas também fotos, contatos e documentos digitais essenciais para a rotina pessoal e profissional. A expectativa da corporação é ultrapassar esse número nas próximas fases, consolidando Sergipe como referência na recuperação de bens eletrônicos subtraídos.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








